Teresina apresenta médio risco para infestação por Aedes aegypti

Teresina apresenta risco médio para infestação por Aedes aegypti. É o que aponta o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2020, realizado em março, que mostra índice 3,0 de Infestação Predial (IIP).  O número está muito acima do que foi registrado no primeiro levantamento do ano, realizado em janeiro, que era de 0,7.

“O Índice de Infestação Predial (IIP) era baixo em janeiro e já nos colocou, em março, em médio risco para infestação do Aedes aegypti. Esse é um alerta sério, porque o mesmo mosquito transmite quatro doenças: dengue, chikungunya, zika e febre amarela. A Gerência de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde continua fazendo seu trabalho de campo para evitar a proliferação do Aedes aegypti em nossa capital, mas pedimos o apoio de toda a população. Todos nós somos responsáveis pela manutenção da cidade livre de qualquer epidemia provocada pelo mosquito”, alerta Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da FMS.

A gestora sugere que a população aproveite o período de isolamento social para vistoriar suas residências em busca de potenciais criadouros do Aedes. “Pedimos que as pessoas verifiquem seus quintais e jardins, estejam atentas às áreas de lazer dos edifícios, ralos de banheiros, calhas, marquises e providenciem a retirada de qualquer objeto que venha a acumular água e se transformar no criadouro”, orienta Oriana Bezerra. “Os agentes de endemias estão seguindo a rotina de visitas domiciliares mas, por medidas de segurança em função da pandemia, estão restringindo a vistoria à área externa das residências”, acrescenta a gerente.

Ela informa ainda que o serviço de recolhimento de pneus em vias públicas e pequenas borracharias está funcionando diariamente. A Gerência de Zoonoses também continua monitorando os chamados pontos estratégicos – como cemitérios, sucatas, hortas comunitárias e mesmo terrenos abandonados – onde são instaladas armadilhas para o esgotamento de ovos do mosquito. “São trabalhos que não podem parar, pois apenas em 2019 foram retirados mais de 1,2 milhão de ovos do Aedes nesses locais. Este ano, já foram recolhidos mais de 200 mil”, informa Oriana Bezerra.

Até o dia 04 de maio de 2020, foram notificados em Teresina 434 casos de dengue, 48 casos de chikungunya e sete casos de zika. São números menores que os registrados no mesmo período do ano passado, com 2.109 notificações de dengue, 401 de chikungunya e 32 casos de zika. Porém, como alerta a diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, os números podem sofrer um aumento a partir de agora. “Logo após o fim da época das chuvas, é esperado um aumento no índice de infestação e, consequentemente, nos casos das doenças”, informa. “Por isso, não podemos relaxar e precisamos da ajuda de todos nesta luta”, finaliza a diretora.

Teresina está em médio risco para infestação do Aedes aegypti

Teresina está em médio risco de infestação pelo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. É o que indica o segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2020, divulgado hoje (26) pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). Segundo a pesquisa, o Índice de Infestação Predial (IIP) – a relação entre o número de imóveis positivos para o mosquito pelo total pesquisado – da capital foi de 3,0. A pesquisa, feita entre os dias 16 a 20 de março, foi realizada em todos os bairros da capital, que foram divididos em 32 estratos.

“Nós da Gerência de Zoonoses estamos com nossas atividades normais, intensificando sempre todas as ações relacionadas ao controle do Aedes. Mesmo com a pandemia do coronavírus, as pessoas precisam continuar mantendo os cuidados para não acumular água em casa e também prevenir a proliferação do mosquito causador da dengue, zika e chikungunya”, alerta Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da capital.

Ela reforça que as pessoas precisam abrir a porta para os agentes de endemia, que estão em campo. “Solicitamos que as pessoas recebam os agentes de endemia para vistoria dos imóveis. Mantendo a distância de 2 metros entre o agente e os moradores, e a higiene básica das mãos, o trabalho dos agentes continua. Eliminando os possíveis criadouros e tratando”, diz ela.

Durante o LIRAa, que é feito quatro vezes ao ano, os agentes de endemias da FMS percorrem os imóveis em busca de focos em potenciais criadouros. São enviados os índices de focos por meio da identificação tanto de larvas, como da forma adulta do inseto. Os dados obtidos servirão como base para o desenvolvimento de estratégias de combate ao Aedes aegypti e trabalhos educativos voltados à prevenção da dengue, zika e chikungunya.