Faxina de final de ano: lixo deve ser separado e objetos reaproveitáveis podem ser doados

Muitas pessoas aproveitam o final do ano para fazer uma faxina completa em suas casas. Com isso, descartam objetos que não serão mais utilizados em locais inapropriados. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), 60% do lixo jogado de forma irregular é feito por moradores que residem perto de pontos de descarte clandestinos. Essa má conduta pode ser mudada com um gesto de generosidade e respeito ao meio ambiente, por meio da coleta seletiva de lixo e de doações a cooperativas.

A técnica da Coordenação Especial de Limpeza Pública (CELIMP), Michelly Noleto, afirma que esse tipo de atitude deve acontecer no dia a dia e não somente na faxina de final do ano. “Quando separamos o lixo que produzimos, evitamos danos ao meio ambiente e quando doamos objetos que podem ser reaproveitáveis, estamos ajudando cooperativas que vivem disso”, afirma

Um tipo de material encontrado facilmente em pontos de descarte irregular clandestinos são móveis usados (sofás, colchões, televisões e camas). Estes objetos podem ser doados para associações que os reaproveitam, como o movimento Emaús Trapeiros localizado na Rua Todos os Santos, no bairro Samapi.

Alguns outros tipos de resíduos também podem ser descartados nos Pontos de Recebimento de Resíduos (PRR), como materiais de construção e demolição, podas de árvores, capina e varrição, pó de serragem, coco verde, carcaça de máquina de lavar sem o motor.

Denis Sena, coordenador do Programa Lixo Zero, explica que mesmo com todas as informações que as pessoas já têm e com o trabalho de fiscalização, ainda são encontrados muitos resíduos descartados irregularmente por carroceiros, pelas empresas e até mesmo pela população.

“Nós encontramos móveis velhos, materiais de construção, animais mortos, pneus usados, entre outros. A Prefeitura faz a limpeza, mas em alguns locais, em pouco tempo, volta a ficar cheio de lixo. Isso poderia mudar se as pessoas separassem o seu lixo e fizessem doações daquilo que não lhes serve mais”, comenta.

Para saber quais tipos de materiais devem ser descartados corretamente nos PRRs e onde eles estão localizados, assim como informações da coleta seletiva, a população pode entrar em contato pelo 3218-1126 ou pelo o site https://semduh.teresina.pi.gov.br/.

Lixo descartado de forma irregular representa mais de 70% do recolhimento na zona Sudeste

A Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sudeste recolheu em 2020 cerca de 40 mil toneladas de resíduos sólidos na região. Mais de 70% desta quantidade é relativa ao recolhimento de lixo depositado de forma irregular em áreas de transbordo, com um total aproximado de 29 mil toneladas.

Durante todo o ano foram investidos R$ 10,5 milhões em serviços de limpeza urbana na região Sudeste. Destes, mais de R$ 1 milhão foram gastos com o recolhimento de lixo descartado em áreas proibidas.

“São resíduos colocados pela população de forma irregular nos logradouros públicos e que, além de dificultar o trabalho das equipes de limpeza, trazem muitos prejuízos à saúde e segurança da população”, afirma Isaú Pereira, gerente de Serviços Urbanos da SDU Sudeste.

Com o objetivo de evitar esse tipo de descarte inadequado, existem dez Pontos de Recebimento de Resíduos (PRRs) na região, onde a população deve depositar lixo seco, resultados de capina, poda, materiais de construção, objetos velhos e demais utensílios que necessitem ser descartados em pequenas quantidades, de até 1m³ por dia (tamanho de uma carroça). Nestes pontos é proibida a colocação de lixo orgânico, animais mortos e vísceras, resíduo industrial, entulhos em quantidade maior que 1m³, resíduo hospitalar, pilhas, baterias e aparelhos eletrônicos.

Isaac Meneses, superintendente da SDU Sudeste, destaca a importância da colaboração da comunidade. “É essencial que a população e a Prefeitura trabalhem juntos pela limpeza da cidade. Nossas equipes são encarregadas de fazer a sua parte e contamos com o apoio da comunidade para que também cumpram com o seu papel de cidadania ativa”, frisa o gestor.

Confira onde os PRRs estão disponíveis na zona Sudeste:

– Rua 02 do Parque do Sol – Bairro Renascença (próximo aos trilhos)

– Rua Desembargador Antônio Santana com Rua 11 do Loteamento Manoel Evangelista – Bairro Novo Horizonte

– Avenida Noé Mendes com Rua Carlotinha Brito – Bairro Renascença (em frente ao Restaurante Alto Sabor)

– Rua 30 com Rua Alexandre Gomes Chaves, próximo à Praça da Brita (BR-343) – Bairro Itararé

– Rua das Flores com Rua Alto do Cocal – Bairro Gurupi

– Avenida Joaquim Nelson com Rua Santa Mariana – Bairro Novo Horizonte

– Rotatória da Avenida Noé Mendes com Desembargador Manoel Felício Pinto – Dirceu II

– Rua José Matias Moedas com Rua Estudante Fábio Cézar (atrás da caixa d’água) – Residencial Frei Damião

– Rua Dois com Rua dos Trilhos – Parque do Sol

– Avenida Professor Camilo Filho com Avenida Jeú Sérvio – Residencial Alto da Ressurreição

 

Quase metade do lixo recolhido na zona Sul é descartado de forma irregular

Cerca de 48% do lixo recolhido na zona Sul de Teresina este ano foi descartado nas ruas ou em terrenos baldios de forma irregular. É o que mostra os dados da gerência de Serviços Urbanos (GSU) da SDU Sul. De janeiro a novembro de 2020 foram mais de 56 mil toneladas de lixo recolhidas e, desse total, cerca de 26 mil toneladas foram retiradas de áreas de transbordo, onde muitos moradores depositam restos de podas de árvores, móveis velhos e até lixo doméstico de forma irregular.

O investimento nos serviços de limpeza foi superior a R$ 17 milhões. Segundo o gerente de Serviços Urbanos da SDU Sul, Marcelo Mourão, foi aplicado aproximadamente R$ 1 milhão no recolhimento de lixo depositado de forma irregular. Esse material é recolhido com uso de máquinas com pá carregadeiras e caçambas.

“É um grande volume de recursos e tempo de trabalho que poderiam ser aplicados em outras demandas. Basta que todos coloquem seus lixos na porta de casa e no dia e horários programados para a passagem do caminhão da coleta. Os moradores também devem usar os Pontos de Recolhimento de Resíduos implantados pela Prefeitura para receber materiais que não são lixos domésticos, como podas de árvores”, explicou o gerente.

A zona Sul de Teresina possui 43 bairros e mais várias vilas e favelas, compreendendo uma área territorial de aproximadamente 68 km2. Segundo Marcelo Mourão, a superintendência sempre trabalhou organizando programações de modo que todos esses bairros fossem atendidos pelo serviço de limpeza. “Além disso, sempre tivemos uma equipe volante para atender as necessidades emergenciais, como retirada de árvores derrubadas durantes das chuvas, galerias que precisavam ser desobstruídas com urgência, entre outras coisas”, lembrou.

Os meses com maior volume de material recolhido foram janeiro, com 6,5 mil toneladas, e novembro, com mais de 7 mil toneladas. “Isso se explica, provavelmente, porque em janeiro ainda não havia a pandemia do Coronavírus no país, e em novembro por existir um fluxo maior de pessoas circulando nas ruas e nos comércios, com a retomada das atividades econômicas”, comentou.

Além da limpeza de ruas e áreas públicas, a GSU é responsável também pela administração dos cemitérios e dos mercados públicos e pelo recolhimento de podas. As equipes são subdivididas da seguinte forma: capina, varrição e roço; equipes de praças, parques, jardins e canteiros centrais e avenidas; equipes de galerias; de conservação de cemitérios; manutenção de campos de futebol; e outros.

SDU Leste coletou mais de 40 mil toneladas de lixo descartado irregularmente

Ascom/SDU Leste

A SDU Leste já investiu mais de R$ 2 milhões para recolher 40 mil toneladas de lixo descartado irregularmente em cerca de 28 áreas. O trabalho foi feito em diversos bairros da região no período de janeiro a outubro deste ano.

Para o superintendente da SDU Leste, João Pádua, a colaboração da população é fator importante para evitar o acúmulo ou descarte irregular de lixo e, consequentemente, um investimento de gastos elevados. “Seguimos uma programação de limpeza, mas solicitamos que os moradores façam sua parte e colaborem para manter nossa cidade limpa. Esses recursos aplicados no recolhimento do lixo poderiam estar sendo investidos em outras ações em benefício da nossa capital”, frisou.

Do total de lixo recolhido, mais de 25 toneladas foram coletadas com a ajuda de máquinas especializadas, o que eleva o custo do serviço. O restante foi retirado manualmente.

O trabalho de limpeza realizado pela Prefeitura inclui também praças, parques e passeios públicos, galerias e fossas, cemitérios públicos, além de mercados e feiras. “As equipes realizam ainda serviços de limpeza em ruas e avenidas durante toda a semana. A limpeza dos bairros é feita através de capina, varrição e transbordo, além da parceria com carroceiros, que também ajudam no trabalho da retirada do lixo”, detalhou o gerente de limpeza da SDU Leste, Renato Lopes.

Prefeitura de Teresina recolhe lixo reciclável em 21 pontos na cidade

Ascom/Semduh

Para estimular a separação de lixo reciclável, a Prefeitura de Teresina mantém, atualmente, 21 pontos para entrega de voluntária desse tipo de resíduo. Os coletores estão distribuídos em praças, parques, supermercados e pontos turísticos, em todas as zonas da capital.

Os lixeiros estão separados por tipos e associados a cores: metal (amarela), plástico (vermelha), papel/papelão (azul), vidro (verde). Os materiais que podem ser descartados nestes pontos são panelas sem cabo, chapas de metal, molduras de quadros, objetos de alumínio e aço sem resíduos de alimentos, jornais, revistas, impressos em geral, caixas de papelão desmontadas, garrafas de vidro, garrafas PET, sacolas plásticas, canos e tubos PVC, embalagens de produtos de higiene.

“Lembramos que materiais como vidro quebrado e outros objetos perfurantes devem ser descartados de maneira adequada. É preciso colocar em uma caixa de sapato lacrada ou em uma garrafa PET. Também recomendamos que a pessoa escreva que ali dentro há um material que pode machucar. É uma forma de garantir a segurança dos coletores”, explica a coordenadora de limpeza pública da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Habitação, Lílian Guimarães.

Ela ressalta ainda que o serviço de coleta seletiva também pode ser feito em residências, empresas e condomínios que fizerem a solicitação. O agendamento acontece de segunda a sexta, por meio do telefone 3218-1126.

Lixo deve ser descartado adequadamente para evitar acidentes com coletores 

Ascom/Semduh

O descarte adequado do lixo é mais do que uma questão de cidadania, também é uma forma de prevenir possíveis acidentes com aqueles que atuam na frente de trabalho todos os dias. Pequenas atitudes como embalar um copo de vidro quebrado em um jornal são fundamentais para que os coletores não se machuquem ao recolher os resíduos domiciliares.

A coordenadora de limpeza pública da Prefeitura de Teresina, Lílian Guimarães, explica o que deve ser feito quando há objetos perfurantes entre os resíduos.

“Quando quebramos um copo devemos pensar não só no cuidado que devemos ter para não nos machucarmos, mas também com quem vai coletar esse tipo de resíduo. As pessoas podem colocar numa caixa de sapato, enrolar em um jornal ou dispor em uma garrafa PET cortada ao meio, colando as partes com uma fita adesiva e, se possível, ainda colocar um aviso para que o coletor fique atento e não se acidente. Ainda que ele esteja usando os EPIs, os sacos plásticos são frágeis e se rasgam com facilidade, o que pode ocasionar o contato do vidro com o trabalhador”, comenta a gestora.

O lixo eletrônico também é um tipo de material que deve ter sua destinação ambientalmente adequada para evitar a contaminação no meio ambiente e doenças que prejudiquem a saúde. O Brasil lidera a posição de maior produtor de lixo eletrônico na América Latina, gerando, em média, 1,5 milhões de toneladas por ano.

Lílian Guimarães lembra que materiais como pilhas, baterias, celulares e demais eletroeletrônicos devem ser devolvidos ao fabricante, em atendimento ao instrumento da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, a logística reversa, uma vez que a decomposição demora entre 100 a 500 anos e em curto prazo esses produtos liberam substâncias tóxicas que contaminam o solo e a água de lençóis freáticos e nascentes de rios.

“Pilhas, baterias, celulares e computadores são materiais que devem voltar para o fabricante. Hoje, algumas empresas particulares, como redes de supermercados, recolhem esses produtos. Algumas ONGs também recebem como doação para reprocessar e transformar esses materiais em novos objetos. Além do lixo eletrônico, outros objetos como pneus também são reaproveitados pelas instituições que vivem desse trabalho de reciclagem”, pontua a gestora.

Materiais aceitos pela Coleta Seletiva

A coleta seletiva é um serviço gratuito oferecido pela Prefeitura de Teresina. Estão espalhados por toda a cidade os Postos de Entrega Voluntária, mais conhecidos como PEVs. Eles são separados por tipos e associados a cores: Metal (amarelo), Plástico (vermelho), Papel/Papelão (azul) e Vidro (verde).

Alguns dos materiais que devem ser separados do lixo orgânico são panelas sem cabo, chapas de metal, objetos de alumínio e aço, jornal, revistas, garrafas de vidro, garrafas PET, sacolas plásticas, canos e tubos PVC e embalagens de produtos de higiene.

Estabelecimentos comerciais, condomínios e demais instituições podem solicitar o recolhimento desses materiais por agendamento, por meio do número (86) 3218-1126.

Número de notificações por descarte de lixo irregular cresce 587% em agosto

Ascom/Semduh

Um levantamento feito pelo Programa Lixo Zero, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh) apontou um aumento de 587% de notificações por descarte irregular de lixo no mês de agosto. O número de autuações também foi superior (4%) em relação as que foram registradas no mês de julho.

O coordenador do programa, Denis Sena, explica que o aumento se deu pela intensificação das fiscalizações nas principais avenidas da cidade a partir de denúncias da população e pelas rondas ostensivas das equipes.

“Foram realizadas 158 notificações e 289 autuações por descarte irregular do lixo em agosto. Realizamos uma fiscalização mais intensa nas avenidas de maior movimentação como Barão de Gurgueia, Miguel Rosa, Wall Ferraz, Joquei Clube, Dom Severino, Raul Lopes, Marechal Castelo Branco e João XXIII, por exemplo. Já em termos de descarte, as vias que apresentam maior número são as mais desertas como a Dr. José Moura Santos, Agricolândia, Celso Pinheiro, Deputado Sebastião Leal, Mestre Dezinho, entre outras”, explica o gestor.

Os dados também mostram que a zona Leste apresentou maior número de notificações (34%) e a zona Sul, mais autuações (32%). Em agosto, as infrações cometidas por pessoas físicas (50,87%) prevaleceram sobre as pessoas jurídicas (49,13%), um percentual incomum na média histórica registrada pelo programa Lixo Zero.

Denis Sena ainda explica que as empresas e munícipes que são flagrados cometendo esse tipo de irregularidade podem ser multados. Os valores variam de R$ 354 a R$ 3540. “É aberto um processo administrativo e na conclusão, a pessoa que foi autuada pode receber a penalidade pecuniária”, pontua.

Como denunciar
O teresinense pode denunciar situações de descarte irregular de resíduos sólidos por meio do aplicativo Colab.re, disponível gratuitamente para Android e IOS, ou pelo telefone do Programa Lixo Zero (86) 99410-1294.

Coleta seletiva de lixo cresce com flexibilização das atividades econômicas em Teresina

Ascom/Semduh

Dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh) mostram que voltaram a crescer os números da coleta seletiva de lixo, que ficou parada por 56 dias devido à pandemia do novo Coronavírus. No mês de agosto, 121 instituições entre repartições, bares, restaurantes, empresas e condomínios solicitaram os serviços de coleta. Com a flexibilização dos setores econômicos, a expectativa é que o volume de coleta cresça ainda mais.

“O retorno dos materiais recicláveis para a cadeia de consumo é um ganho ambiental de grande importância. Uma das vantagens é o aumento do tempo de vida útil dos aterros, pois quando se faz a coleta seletiva, separam-se os materiais que são recicláveis e não são dispostos no aterro. A coleta também previne doenças e epidemias, uma vez que o lixo é descartado em locais seguros”, ressalta a coordenadora de limpeza pública da Semduh, Lílian Guimarães, acrescentando que a Semduh realizou várias ações de educação ambiental, com divulgação de vídeos nas mídias digitais para continuar conscientizando as pessoas sobre a importância da coleta seletiva.

Adriano Costa, síndico de um condomínio localizado na zona Leste de Teresina, resolveu aderir a coleta seletiva no mês de julho. Ele não imaginava que a produção de lixo reciclável seria tanta.  “Fiquei surpreso porque não tinha noção do quanto produzimos lixo que pode ser reaproveitável. Acho que é um serviço bom, porque educa as pessoas e os moradores passam a se policiar sobre o descarte do lixo correto. Os zeladores também contribuem ajudando a separar corretamente”, conta o morador.

Para garantir a correta destinação e aproveitamento sustentável de resíduos como plástico, metal, papel e vidro, a Prefeitura de Teresina vem realizando um trabalho de educação ambiental desde 2014. Atualmente, existem 25 Pontos de Entrega Voluntária de Resíduos Recicláveis (Pevs) distribuídos em todas as zonas da cidade, nas praças, parques, supermercados e pontos turísticos, como o Mirante da Ponte Estaiada.

Os materiais recicláveis da coleta são separados por tipos e associados a cores: metal (amarela), plástico (vermelha), papel/papelão (azul), vidro (verde). Podem ser descartadas panelas sem cabo, chapas de metal, molduras de quadros, objetos de alumínio e aço sem resíduos de alimentos, jornais, revistas, impressos em geral, caixas de papelão desmontadas, garrafas de vidro, garrafas PET, sacolas plásticas, canos e tubos PVC, embalagens de produtos de higiene. De acordo com a equipe de Educação Ambiental, papelão e vidro são os materiais mais descartados.

Especialistas ressaltam que o descarte adequado do lixo é uma conduta que beneficia não só o meio ambiente, como também garante o sustento de muitas famílias que fazem a venda desses materiais que são doados pelo município. Para saber quais os endereços de pontos de coleta seletiva e outras informações basta ligar para o número 3218-1126.

SDU recolheu 34 mil toneladas de lixo irregular de janeiro a agosto

Ascom/SDU Centro-Norte

No período de janeiro a agosto, a SDU Centro/Norte recolheu 34.013,10 toneladas de lixo descartado irregularmente em áreas públicas de Teresina. Destes, 17.025,61 foram coletados manualmente e 16.987,49 toneladas foram recolhidas de forma mecanizada.

O descarte irregular de lixo em ruas e avenidas da cidade é um dos fatores responsáveis pela obstrução da passagem de águas naturais e entupimento de galerias e bueiros, por isso o trabalho das equipes de limpeza da SDU é essencial. Durante a pandemia, o cronograma de limpeza urbana é executado normalmente todos os dias.

“A coleta e limpeza faz parte do trabalho diário da gerência, mas é preciso que a população evite depositar lixo de maneira irregular, especialmente neste período de pandemia em que as pessoas, por estarem mais tempo em casa, estão gerando mais lixo”, enfatiza o gerente de Serviços Urbano da SDU, José Neto.

A participação da comunidade é fator importante para evitar o acúmulo ou descarte irregular de lixo em áreas de proteção ambiental. O cidadão também pode ajudar e informar casos de depósito irregular através do aplicativo Colab.

Registros de incêndios aumentam 68% em pontos de descarte irregular no mês de agosto

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), por meio dos dados do Programa Lixo Zero, registrou no mês de agosto um aumento de 68% nos casos de incêndios em relação ao mês anterior, provocados intencionalmente nos pontos típicos de descarte irregular de resíduos sólidos. Estas irregularidades também estão sendo flagradas neste mês de setembro por meio de câmeras de monitoramento.

De acordo com o coordenador do programa, Denis Sena, alguns carroceiros e gaioleiros estão queimando os resíduos para eliminar as evidências que possam indicar quem está gerando ou descartando os resíduos.

“Estamos chegando ao período de seca, no qual o risco de queimadas ocasionadas por esse tipo de ação aumenta consideravelmente. Estamos intensificando as fiscalizações para evitar a prática e notificar as pessoas que estão cometendo a irregularidade. Além de prejudicar o meio ambiente, os incêndios afetam a saúde das pessoas que moram perto desses locais”, explica o gestor.

Os dados do programa ainda apontam que a quantidade de notificações preliminares aumentou 587% em relação ao mês de julho, devido à intensificação das fiscalizações nas principais avenidas da cidade. Foram realizadas 158 notificações e 289 autuações por descarte irregular do lixo.

“Observamos que a zona leste aparece com maior número de notificações e autuações em relação às outras zonas da cidade. Outro fato é que em agosto, de maneira atípica, as infrações cometidas por físicas prevaleceram sobre as pessoas jurídicas, sendo aproximadamente 50,87% cometidas por aquelas contra aproximadamente 49,13% cometidas por estas, um percentual que destoa do comum na média histórica registrada pelo Programa Lixo Zero”, pontua Denis Sena.

Denúncia

O teresinense também pode atuar como parceiro da Prefeitura e denunciar situações de descarte irregular de resíduos sólidos por meio do aplicativo Colab.re, disponível gratuitamente para Android e IOS, ou pelo telefone do Programa Lixo Zero (86) 99410-1294.