Estudo traça perfil de infectados com novo Coronavírus em Teresina

Dados da quarta etapa da pesquisa de investigação sorológica, encomendada pela Prefeitura de Teresina ao Instituto Opinar e realizada entre os dias 08 e 10 de maio, apontam o perfil das pessoas que testaram positivo para Covid-19. O estudo verificou que cerca de 16% tinha hipertensão, 11% eram obesos e 7% tinham diabetes. Pessoas com outras comorbidades como asma, doença cardíaca ou que tiveram AVC representaram 2% do total de casos positivos, cada.

A sondagem destaca também que, dentre as pessoas testadas positivas para Covid-19, a maioria (64%) apresentou dor de cabeça, 48% teve febre e dor no corpo, 43% coriza, 36% dor de garganta e dor nas juntas, 13% declarou não sentir gosto ou cheiro dos alimentos e 8% apresentou tosse. A falta de ar, que representa um sintoma grave da Covid-19, foi sentida por 20% desse público.

De acordo com o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, Manoel de Moura Neto, a pesquisa sorológica pretende conhecer a situação da pandemia do Coronavírus na capital. “É dessa forma que iremos traçar o retrato da pandemia de Covid-19 em Teresina e certamente os resultados contribuirão para a criação de políticas públicas mais efetivas nessa área. O nosso intuito é aperfeiçoar cada vez mais o sistema e beneficiar a comunidade”, ressalta.

O médico infectologista da FMS, Kelsen Eulálio, alerta que pessoas com doenças crônicas são mais suscetíveis a apresentar sintomas graves da Covid-19, podendo evoluir para complicações ou até mesmo óbito: “As pessoas precisam redobrar os cuidados com a saúde, principalmente aquelas que fazem parte do grupo de risco. A recomendação do Ministério da Saúde é também seguir as normas de higiene e de distanciamento social para evitar proliferação desse vírus”.

Levantamento feito pela Fundação Municipal de Saúde, junto ao e-SUS, apontou que Teresina possui mais de 171 mil pessoas com doenças crônicas e que estão no grupo considerado de risco para a Covid-19. São pessoas que já recebem os acompanhamentos das equipes de atenção básica. A maior parte delas são hipertensos (87.693), diabéticos (29.325), acamados (21.465) e 12.492 pessoas com doenças respiratórias crônicas. Além disso, tem outros 9.486 pacientes com doenças cardíacas crônicas, 7.556 doentes renais crônicos e 3.191 que tem ou tiveram câncer. Além desses, outras 70.481 pessoas são idosas e 8.781 gestantes.

Em live, prefeito traça perfil dos infectados pela Covid-19 em Teresina

A maioria dos infectados com o novo coronavírus em Teresina são jovens, com idade entre 15 e 34 anos. A constatação foi feita a partir da pesquisa de sondagem sorológica feita pelo Instituto Opinar, a pedido da Prefeitura de Teresina. O perfil foi traçado pelo estatístico Rodrigo Melo e pelo virologista Marcelo Adriano durante live nas redes sociais com o prefeito Firmino Filho na tarde deste sábado (02).

Durante a live, foram apresentados todos os pontos do levantamento que apontou que Teresina deve ter cerca de 7.600 pessoas infectadas com o novo coronavírus. Ao analisar os dados, os especialistas constataram ainda que, na faixa etária de 0 a 14 anos, apesar de representar 22% da população da capital, o percentual de infectados era zero. “O que podemos observar é que essa faixa etária é mais controlada pelos pais e, como teve a suspensão das aulas, eles ficaram mais protegidos de serem infectados. Apesar disso, eles são importantes vetores de transmissão. Por outro lado, os jovens na faixa de 15 a 34 anos, que representam 39% da população, concentram 54% dos casos positivos”, pontuou o virologista Marcelo Adriano.

A maioria dos casos positivados na pesquisa foi de pessoas que residem na zona Leste da capital. Apesar deles representarem apenas 19% da população, 38% atestaram positivo para a doença. A zona Norte concentra 29% da população da capital, mas registrou apenas 15% dos casos. “Encomendamos essa pesquisa para traçar esse perfil e sabermos o comportamento do vírus em Teresina. Ela foi feita em duas etapas (16 a 19 abril e 24 a 26 de abril), testando 900 pessoas em cada etapa. Os números, além de traçar o perfil, revela que temos ainda muita subnotificação e isso também vai nortear as ações que deveremos adotar para garantir o isolamento social e, assim, reduzirmos a velocidade de propagação do vírus, podendo salvar vidas”, pontuou o prefeito.

Marcelo Adriano explicou ainda que uma pessoa pode transmitir o vírus para outras 2,5 pessoas, em um intervalo de 14 dias. “Tivemos as pesquisas feitas em um intervalo de sete dias, de uma para outra. Isso aumentaria em 125% o número de casos e o aumento que tivemos foi de cerca de 60%. Ou seja, as medidas de isolamento adotadas foram eficazes para que não tivéssemos alcançado um número grande de infectados”, explicou.

Segundo o estatístico Rodrigo Melo, o levantamento apontou ainda que 31% dos casos positivos foram detectados entre profissionais com carteira assinada e funcionários públicos. “Entre os empresários, autônomos e profissionais liberais, o percentual ficou em 38%, já os estudantes, aposentados e trabalhadores do lar confirmaram 15% dos positivos, enquanto desempregados contabilizaram também 15% dos positivados”, pontuou.

Outro dado importante da pesquisa é sobre o índice dos pesquisados que possuíam alguma doença pré-existente. O levantamento apontou que 15% deles eram hipertensos, 15% obesos e 8% eram pacientes asmáticos.

Entre os positivos, 77% deles afirmaram sentir dores de cabeça, 62% relataram dores de garganta, 54% dor no corpo, 46% febre, coriza e dor nas juntas e outros 23% sentiram falta de ar. O percentual é superior a 100% porque algumas pessoas relataram sentir mais de um sintoma da doença.

O prefeito Firmino Filho finalizou destacando que as pesquisas por amostragem já estão sendo adotadas em outras cidades do Brasil e do mundo, como um norteador para as ações a serem executadas e afirmou que outras etapas da pesquisa já começaram a ser feitas em Teresina e os resultados serão apresentados tão logo sejam finalizadas.

Pesquisa da Semdec avaliará o perfil dos turistas no Aeroporto de Teresina

Buscando melhorar cada vez mais a estrutura receptiva da cidade, a Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Turismo (Semdec), realizará, no período de 20 de maio à 09 de junho, uma Pesquisa de Turismo Receptivo e Emissivo no Aeroporto de Teresina. O objetivo maior do estudo é calcular os gastos dos turistas nas viagens para identificar se o turismo na capital é superavitário ou deficitário.

A pesquisa ocorrerá em dois momentos distintos e com públicos alvo diferentes. A primeira, de Turismo Receptivo, durará 7 dias, de 20 a 26 de maio, e será feita na sala de embarque do Aeroporto. Ao todo, cerca de 400 questionários, contendo 16 perguntas cada, serão aplicados exclusivamente aos visitantes de Teresina.

Após o término desta primeira etapa, os pesquisadores darão início à pesquisa de Turismo Emissivo, que por ser mais longa, começará no dia 27 de maio e seguirá até o dia 9 de junho. Nesta avaliação, apenas os residentes em Teresina que estão retornando de viagem serão entrevistados, desta vez, na sala de desembarque do Aeroporto. Vale ressaltar que a quantidade de questionários e perguntas são iguais para ambas as pesquisas.

De acordo com o gestor da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec), Venâncio Cardoso, acompanhar e traçar um perfil tanto de quem vem visitar Teresina, quanto de quem sai de Teresina para visitar outros locais, é fundamental para que o município compreenda essa dinâmica e possa intervir com mais estratégia nos pontos que precisam ser melhorados.

“Em 2013, a Semdec, por meio de pesquisas parecidas, conseguiu identificar que os negócios, a saúde e os eventos são as principais motivações de viagens para Teresina. Nosso intuito é justamente esse, dá continuidade às pesquisas para que no fim, ações estratégicas sejam pensadas na tentativa de cada vez mais melhorar a estrutura receptiva da capital”, pontuou.

Com a conclusão da última fase do estudo, os pesquisadores iniciarão o processo de tabulação dos dados. A previsão é que no final de junho os resultados sejam apresentados oficialmente, para que baseados nisso, os órgãos responsáveis possam intervir com maior eficiência nas políticas públicas que envolvem este setor.