Prefeitura de Teresina vai à Boa Vista (RR) discutir políticas públicas para primeira infância

A Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Executiva de Planejamento Estratégico e Gestão, por determinação do prefeito Dr. Pessoa, está participando do 1° Encontro Urban95 Brasil. O evento ocorre na capital de Roraima, Boa Vista, contando com a presença de gestores de todo o país. É uma ação da Fundação Bernard van Leer, juntamente com AVSI Brasil, e ocorre nos dias 17 e 18 de maio.

O objetivo deste encontro é discutir políticas públicas voltadas para primeira infância, bem como apresentar estratégias. O evento reúne representantes das 24 cidades que compõem a Rede Urban95 e nestes dois dias estão percorrendo alguns dos principais locais voltados para primeira infância da capital de Roraima. “A partir da visão de que o recursos voltados para primeira infância também são um investimento, nós deixamos de pensar que seriam gastos da administração e sim uma aposta no futuro. Eu já participo efetivamente da política de primeira infância , também dando suporte para que os projetos tenham início, meio e fim e que não fiquem no meio ou no limbo por falta de recursos, assegurando que os projetos tenham continuidade”, pontua Marcio Vinicius de Souza Almeida, Secretário de Finanças e presidente da comissão da primeira infância de Boa Vista.

A programação do 1º Encontro da Rede Urban95 iniciou na terça-feira (17), e segue na quarta-feira (18), com a realização de palestras, visitas técnicas e confraternizações. “Nós fomos convidados pela rede urban95 ainda no mês de julho de 2021 para fazer parte desta parceria, sendo um pleito da agenda Teresina 2030, na gestão do prefeito Dr Pessoa. Essa parceria com a Fundação Bernard van Leer, serve para que possamos trabalhar políticas para a primeira infância e desenvolver projetos para esse público de Teresina. O programa tem a perspectiva de trabalhar não só para crianças, mas atendendo a legislação da primeira infância que vai até os 6 anos, então esse olhar é voltado para essas crianças e seus cuidadores, gestante e puérperas”, explica Kárita Allen, Secretária Executiva de Planejamento e Gestão de Teresina.

A Prefeitura de Teresina vem desenvolvendo projetos que abrangem este público desde a concretização da parceria com a Urban95 no ano de 2021, e desde então vem trabalhando com um direcionamento amplo referente ao planejamento urbano voltado para primeira infância. “O trabalho está sendo desenvolvido, a cidade tem alcançado muitos avanços . Há pouco mais de um mês atrás nós fomos convidados para participar do primeiro encontro nacional da rede Urban95, na capital brasileira da primeira infância, Boa Vista (RR), nós temos feito aproximações e acompanhado o trabalho que vem sendo desenvolvido por outras cidades. Estamos verificando na prática alguns projetos de muito sucesso em Boa Vista, que vem abrindo caminhos para que a Prefeitura de Teresina também possa encabeçar ideias que vem ao encontro de demandas da população’’, acrescenta a Secretária Executiva, Kárita Allen.

O QUE É A URBAN95?

A Urban95 é uma iniciativa internacional da Fundação Bernard van Leer que visa incluir a perspectiva de bebês, crianças pequenas e seus cuidadores no planejamento urbano, nas estratégias de mobilidade e nos programas e serviços destinados a eles. Gestores públicos e técnicos recebem apoio e capacitação sobre formas de contribuir com o desenvolvimento integral das crianças a partir da experiência das cidades, identificando e atuando nos territórios onde os bebês e suas famílias estão, em especial aqueles mais vulneráveis.

A Rede Urban95 Brasil surgiu com o objetivo de promover, desenvolver e fortalecer programas e políticas públicas voltadas ao bem-estar e qualidade de vida das crianças de 0 a 6 anos nas cidades brasileiras.

Integram a rede Urban95 Brasil 24 municípios. Em fase avançada de mobilização há: Aracaju (SE), Boa Vista (RR), Brasiléia (AC), Campinas (SP), Caruaru (PE), Crato (CE), Fortaleza (CE), Ilhéus (BA), Jundiaí (SP), Niterói (RJ), Pelotas (RS), Recife (PE) e São Paulo (SP). E em fase de integração há: Alcinópolis (MS), Alfenas (MG), Benevides (PA), Canoas (RS), Cascavel (PR), Mogi das Cruzes (SP), Paragominas (PA), São José dos Campos (SP), Sobral (CE), Teresina (PI) e Uruçuca (BA).

Com nova sede, Conselho Municipal do Direito da Mulher reforça políticas públicas para mulheres

O Conselho Municipal do Direito da Mulher (CMDM) reforçou o compromisso com as políticas públicas para as mulheres, durante inauguração da nova sede, nesta quarta-feira, (10). O CMDM é composto por 48 conselheiras, dentre elas, uma representante da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Segundo Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, a nova sede do CMDM é uma forma de valorização do trabalho das conselheiras e possibilita melhor atendimento ao público-alvo.

“Esse momento é de muita satisfação! Entregamos para as conselheiras uma nova sede, mais estruturada, toda reformada e melhor localizada. É uma forma de valorização desse conselho, que luta e busca pelos direitos das mulheres. Meus parabéns a gestão, meus parabéns as mulheres e a esse conselho que luta arduamente pela causa das mulheres”, pontuou.

Cleide Holanda, presidenta do CMDM, explica que o conselho possui 24 conselheiras do Poder Público e 24 da sociedade civil e estas contribuem para o fortalecimento das políticas públicas também dentro das comunidades.

“Temos diversos trabalhos, que são: fiscalização, monitoramento, orientação e encaminhamentos. Tudo voltado para mulheres que são violentadas, que sofrem violências psicológicas, físicas e patrimoniais. Este trabalho é para que ela acesse o serviço adequado. As nossas conselheiras estão na comunidade, trabalhando e orientando estas mulheres, para que estas venham a denunciar e acompanhá-las ao longo do processo”, esclareceu.

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher está localizado na Rua Álvaro Mendes, n.1801, Centro de Teresina, próximo à Praça do Fripisa.

DIA MUNICIPAL DA CONSELHEIRA DA MULHER

Para Karla Berger, secretária de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), hoje, (10), é comemorado o Dia Municipal da Conselheira da Mulher e a inauguração da nova sede marca a data.

“Em Teresina, comemoramos o Dia da Conselheira da Mulher, data marcada através de uma lei. Por ser um dia tão especial, nós quisemos fazer a inauguração da sede do Conselho Municipal do Direito da Mulher, que é um órgão fiscalizador e deliberativo. Então, a gente tem uma visibilidade maior tendo uma sede própria, tendo um local para receber as mulheres e para que as conselheiras tenham melhores condições para atuar”, destacou.

Número de mulheres que romperam com o ciclo da violência através do CREG aumentou em 2021

Um levantamento do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), serviço vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) por meio da Prefeitura de Teresina, apontou que em 2021, aumentou o número de mulheres que conseguiram romper com o ciclo de violência através dos atendimentos no espaço.

Conforme o levantamento das profissionais do CREG, os dados mostram ainda que em 2020 ocorreram apenas 10% dos desligamentos, em 2021 foram 38,4%, um comparativo três vezes maior. Para a coordenadora do CREG, o crescimento dos números de desligamentos do centro é um indicativo positivo, visto que mais mulheres estão tendo conhecimento e acesso à rede de enfrentamento à violência.

“Compreendemos que realmente o serviço está direcionado para um objetivo. O que a gente mais quer é que a mulher rompa com o ciclo da violência, inclusive este é um dos nossos indicadores se a mulher venceu e superou a violência”, pontua Roberta Mara, coordenadora do Creg.

Dos atendimentos em 2012, cerca de 278 mulheres fizeram o desligamento do CREG, 107 foram por rompimento do ciclo de violência. Em comparação com 2020, foram 100 ocorrências, destes apenas 10 foram por rompimento do ciclo de violência.

Roberta explica que um fator indispensável para que se alcance esse desligamento vem da intervenção da própria mulher. Ela esclarece que o centro não tem ligação com a família da vítima, mas que o seu papel é fundamental visando evitar que a violência volte a acontecer.

“A família é imprescindível nesse processo, mas temos o contato com a mulher. Em certos casos, algumas mulheres desistem do serviço e não temos o retorno dela, mas de fato confiamos na fala delas”, explica Roberta Mara. De janeiro a dezembro de 2021, foram realizados 2.620 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina.

Para a secretária da SMPM, Karla Berger, o GREG é um importante instrumento de proteção à mulher. “O Serviço não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. No CREG as mulheres encontram o atendimento jurídico, psicológico e social assim ela quebra o silêncio saindo do ciclo de violência em que vive”, destaca Karla.

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Em 2021, o Creg atendeu 280 mulheres na capital. “A nível de Teresina somos referência. Aqui, ela busca se empoderar para saber como lidar com aquela situação de violência”, atenta Roberta Mara. O espaço é uma rede de vínculos para as atendidas e equipe.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor, visando evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância de as pessoas poderem ajudar as vítimas de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, disse. “Nosso maior êxito é que de alguma forma estamos chegando ao nosso objetivo que é romper com a violência”, finaliza a coordenadora.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Mulheres atendidas pelo Florescer Sudeste recebem capacitação do Qualifica Mulher

As mulheres teresinenses em situação de vulnerabilidade social atendidas pelo serviço Florescer, na zona Sudeste de Teresina, iniciaram na tarde desta sexta-feira(21), o Programa Qualifica Mulher, ação do Governo Federal que promove cursos de capacitação e empreendedorismo feminino. A ação é uma parceria da Prefeitura Municipal de Teresina com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

A Secretária de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger, pontua que o objetivo é promover a autonomia produtiva e financeira das mulheres. “O foco é promover ações que contribuam para o reconhecimento e a valorização dos direitos e da cidadania das mulheres e aumentar a capacidade de empregabilidade delas”, observa Karla.

Karla completa que todas as mulheres atendidas pelo serviço terão acesso aos cursos e que a parceria com o programa foi instituída por meio da SMPM com o gabinete da ministra Damares Alves.. Em todo o país já são mais de 100 mil mulheres beneficiadas pelo Qualifica Mulher.

Com o difícil reflexo da pandemia no mercado de trabalho, Samara Raquel, que é mãe de quatro filhos e está desempregada, começou a confeccionar laços de cabelo. Ela é uma das inscritas e quer impulsionar suas vendas. “O curso vai me ajudar nas vendas porque até o momento eu vendo de porta em porta, essa será uma nova forma de como me reinventar com as ferramentas digitais”, comentou.

O Florescer Sudeste, no bairro Alto da Ressurreição, ofertou curso voltado para vendas digitais. “Hoje um primeiro grupo de 15 mulheres estão fazendo o curso ‘Como Arrasar nas Vendas Online com o mercado pago’. Para fevereiro já temos mais oficinas e inscrições, o que mostra que aqui as mulheres são muito comunicativas”, relata a coordenadora do Florescer Sudeste, Maria de Lourdes.

“Creio que o curso vai contribuir bastante porque já conheço as ferramentas e quero aprender a manuseá-las”, acrescenta Suzana Maria, outra beneficiada atendida pela sede, garantindo que a qualificação também contribui para sua autonomia produtiva. “Quero trabalhar com vendas de mantas e redes”, analisa ela.

De acordo com a psicóloga da SMPM, Nathalie Ciarlini, as outras sedes do Serviço Florescer – Zona Norte e Zona Rural, no povoado Salobro – irão receber as capacitações. “Ao todo o programa ofertará 300 vagas nos serviços. O piloto iniciou no Sudeste porque já temos os netebooks conectados à internet. Teremos outros cursos voltados ao interesse das mulheres”, concluiu.

Secretaria da Mulher lança Projeto Vozes para incentivar denúncia contra violência de gênero

A Secretaria da Mulher divulgou nesta quarta-feira (18) o projeto Vozes para incentivar a denúncia contra violência de gênero. A campanha realizada em parceria com a Secretaria de Comunicação de Teresina (Semcom), reúne os relatos de mulheres atendidas pelo Serviço Centro de Referência Esperança Garcia (Creg) para estimular a denúncia contra violência de gênero. O lançamento aconteceu no Palácio da Cidade, com a presença do Prefeito Doutor Pessoa, durante encontro da quinta edição do Colóquio Vozes.

O Secretário de Comunicação de Teresina, Lucas Pereira, ressaltou a importância do projeto para à cidade. “”A campanha é inspirada no Colóquio Vozes desenvolvida pela secretaria da mulher, quando nós foi passado a ideia, imediatamente entendemos a importância de viabilizar uma grande publicidade para o tema, logo porque a gestão do prefeito Dr. Pessoa é integrada com o povo, e as secretarias não poderiam ser diferente”.

Para a Karla Berger, secretária da SMPM, a divulgação do material tem o objetivo de levar o debate da violência contra a mulher para mais espaços de discussão.

Foto: Divulgação (SMPM)

“É um momento importante para a gente sempre alcançar mais pessoas a refletirem sobre a violência contra a mulher não acontecer de forma velada. A proposta tem como objetivo convocar a população ao enfrentamento da violência doméstica dentro da rede de proteção que há em Teresina”, pontua.

J. M. sofreu violência psicológica do ex-marido, e é uma das mulheres que aparecem na produção. Por conta da perda da guarda do filho, desenvolveu depressão. “Eu tive um atendimento psicológico e jurídico pelo Creg que me auxiliaram bastante. Hoje, tenho a guarda do meu filho e me restabeleci”, frisa.

A atividade faz a conscientização contra a violência doméstica nos mais variados lugares e públicos e dá continuidade às ações iniciadas pelo Ônibus Lilás na zona Rural de Teresina neste mês de agosto executadas pela Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

SMPM realiza encontro para debater violência contra a mulher na Prefeitura de Teresina

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres realizou nesta quarta-feira (19) a quinta edição do Colóquio Vozes. Durante o momento, mulheres relatam sobre sua passagem na rede de enfrentamento e assistência à mulher vítima de violência de gênero para compor uma melhoria na articulação do Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), que contou a presença do prefeito de Teresina Dr. Pessoa.

Na ocasião, o chefe do executivo municipal ressaltou a importância do encontro para ouvir a demanda das mulheres teresinenses a respeito da segurança pública. “Esse momento é fundamental, pois precisamos ouvir essas mulheres, entender as violências que sofreram, para trabalhar com todos juntos, jurídico, social e estado”.

A Secretária da SMPM, Karla Berger, pontuou que o órgão é ciente da importância de aperfeiçoar os serviços no que diz respeito à violência, uma vez que acontece dentro dos espaços públicos e privados. Ela frisa que um dos objetivos do Creg é firmar cada vez mais parcerias na rede de enfrentamento de forma integrada.

“É um momento de bastante escuta e retorno do que nosso serviço é capaz de oferecer. Hoje, o Creg através da SMPM fazem um trabalho bastante profundo no retorno da dignidade da vida dessas mulheres”, destaca.

A coordenadora do Creg também destacou a importância do serviço estar cada vez mais atento ao que a mulher atendida precisa receber. Ela explica que o Colóquio é uma das atividades mais importantes do serviço pelo seu potencial de entender o impacto da rede de enfrentamento na vida de cada atendida. “Cada ano tem sido um desafio, mas nosso trabalho é integrado e conseguimos atingir cada vez mais mulheres”

Na ocasião foram ouvidos depoimentos reais, que fazem a sociedade repensar, especialmente a rede de enfrentamento à violência contra mulher. Thais Xavier, uma das mulheres que compartilhou seu relato, declara que o atendimento especializado dentro do Creg foi crucial para superar as marcas psicológicas causadas pela violência cometida pelo agressor. “Não posso me culpar pelo o que aconteceu. Hoje me sinto forte e tenho voz para dizer isso”

Ao final do evento, foi assinado por toda a rede um termo de compromisso reforçando a responsabilidade com os serviços oferecidos às mulheres teresinenses para o percurso de seus processos de ruptura com a violência doméstica e familiar e outras de gênero, bem como se compromissaram frente às narrativas de dificuldades enfrentadas nesses atendimentos, representadas nas falas das mulheres ali presentes.

Demais representantes da Rede de Enfrentamento à Violência contra mulher presentes no evento

– Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência  Doméstica e Familiar (NUPEVID) do Ministério Público;
– Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça;
– Patrulha Maria da Penha;
– Guarda Maria da Penha da GCM;
– Casa Abrigo “Mulher Viva”

Foto: Divulgação (SMPM)

Prefeito recebe ocupantes do Parque Brasil e garante providências para reduzir déficit habitacional

O prefeito de Teresina, Doutor Pessoa, recebeu hoje (13) cinco representantes do grupo que invadiu os imóveis do Parque Brasil na última semana. A reunião aconteceu no Salão Nobre do Palácio da Cidade.

As famílias que participaram da ocupação irregular foram retiradas dos imóveis do Parque Brasil, por ordem judicial, na quarta-feira (11), seis dias após a invasão.

A Prefeitura realizou o cadastro de quase 200 famílias para que sejam atendidas em futuros programas habitacionais, caso seja comprovada a situação de vulnerabilidade social.

“Nós estamos abertos a dialogar. Vamos trabalhar em uma programação de habitação para a cidade, em conjunto com os poderes estadual e municipal. Precisamos que o diálogo seja democrático e resolutivo”, declarou o prefeito, que prometeu uma solução efetiva o mais rápido possível.

O vice-prefeito, Robert Rios, destacou que a Prefeitura reconhece o déficit habitacional da cidade e está tomando providências, mas enfatizou que ocupações irregulares não são a solução.

“Aqui é uma casa de conversação, de diálogo e entendimento. Estamos procurando formas de ofertar novas moradias, mas não é na truculência que se consegue casa”, afirmou Robert Rios.

O vice-prefeito anunciou que a Prefeitura criará, no próximo ano, o Fundo Social, para melhorar residências de quem mora em casas precárias. “O objetivo é que não tenhamos mais casas de palha em Teresina, casas com risco de cair”, disse.

Os representantes da ocupação ressaltaram que o objetivo da invasão não foi prejudicar os proprietários já sorteados para os imóveis do Parque Brasil, mas sim pedir socorro, diante da situação difícil.

O secretário de Planejamento, João Henrique Sousa, explicou que a demora para a entrega das moradias aos proprietários se dá por questões burocráticas, mas enfatizou que todos os imóveis serão destinados a pessoas que realmente necessitam e que já tiveram seus processos aprovados pela Caixa Econômica.

“Os prédios do Parque Brasil foram erguidos com financiamento do Banco Mundial, através do Programa Lagoas do Norte, e estendemos para outras família socialmente desamparadas, com cadastro e análise detalhada de documentação. Isso é um procedimento legal e que deve ser mantido, pois não podemos deixar de lado essas famílias que aguardam sua casa ou apartamento a alguns anos. O prefeito Dr Pessoa é sensível a essa temática de habitação para a população de baixa renda e estamos mergulhados nessa tratativa. Já foi iniciado a listagem dos que realizaram a invasão e está sendo feito um cadastro para inclusão das pessoas que não possuem imóvel em um novo projeto de habitação”, explicou João Henrique Sousa.

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Edmilson Ferreira, considerou positiva a reunião. “Deixamos bem claro que estamos reunindo esforços para resolver o problema e já vamos fazer uma reunião com outras pastas para traçar estratégias”, finalizou.

Saúde, bem estar e empoderamento: atividades de estética e testes rápidos são realizados durante atividades do Ônibus Rurais

Com o objetivo de fortalecer o Pacto Nacional de Enfrentamento À Violência contra as mulheres, do Governo Federal, as atividades do “Ônibus Lilás” na Zona Rural de Teresina aderiram novos objetivos para fortalecer o empoderamento da mulher. Durante a edição de 2021, serviços de beleza e testes rápidos de doenças sexualmente transmissíveis foram disponibilizados para as mulheres.

Na capital o projeto é realizado através da parceria com a Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres (CEMP-PI) e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), no qual o município fica responsável pela programação e execução das atividades. As atividades do “Ônibus Lilás” seguem até sexta-feira (6), onde finalizará seus serviços no povoado Cerâmica Cil, na escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, zona Sudeste de Teresina.

“Empoderar uma mulher vítima de situação de violência doméstica atravessa vários eixos, desde a saúde pública, assistência psicológica e social. Neste ano, não apenas o diálogo e o atendimento jurídico, mas trouxemos uma forma de dar atendimento de beleza e testes rápidos de saúde, como uma forma de acolhimento e acessibilidade dos serviços que são prestados na zona urbana”, explica Karla Berger, secretária da SMPM.

Durante os quatro dias de evento, algumas salas são destinadas a oferecer cortes de cabelo, designer de sobrancelhas e depilação à cera para as mulheres e suas crianças que visitam os serviços. É o caso de Maria Lourdes, moradora do povoado Taboca do Pau Ferraz, que acessou os serviços de justiça e foi atendida por equipes da Fundação Wall Ferraz.

Cozinheira de um restaurante na comunidade e mãe de dois meninos, relata nem sempre ter tempo para procedimentos estéticos. “O evento está muito bonito, cheio de informações importantes e que vão ajudar minha atual situação. Aproveitei e trouxe meus filhos para cortarem o cabelo e também vou fazer designs nas sobrancelhas”, relata.

Ainda nas salas, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesapi) estava disponibilizando testes rápidos de covid-19 pelo turno da manhã. Durante a programação da tarde, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) realizou rodas de conversa sobre prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (Ists) e disponibilizou preservativos às mulheres da região.

“Temos um stand de prevenção na programação do Ônibus Lilás. Tiramos dúvidas de doenças transmissíveis pelo sexo, orientamos como fazer uso e principalmente, fazemos a distribuição dos preservativos. Os direitos sexuais da mulher fazem parte de um assunto de saúde pública e essa autonomia faz parte do seu empoderamento”, explica a enfermeira da FMS.

Foto: Divulgação (SMPM)

Ônibus Lilás: Projeto orienta sobre violência doméstica e presta assistência jurídica para mulheres

O projeto “Ônibus Lilás” tem como objetivo oferecer salas com atendimentos e orientações sobre a prevenção à violência contra à mulher de forma gratuita. A abertura aconteceu nesta terça-feira (03), na Escola Conselheiro Saraiva, no Povoado Boa Hora, zona Norte de Teresina, das 8h até às 16h00. A programação percorrerá outras zonas rurais até sexta-feira (06).

Fotos: Rômullo Piauilino / Semcom

“É muito importante um evento como esse estar presente para as mulheres da zona rural, que nem sempre possuem acesso à internet ou como chegar ao atendimento especializado de combate à violência. Ficamos muito contentes com essa abertura e feliz com a receptividade das mulheres participando das oficinas e atividades que estão sendo realizadas pelos nossos serviços da Secretaria da Mulher”, ressalta Karla Berger, secretária Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM).

Todo o projeto é realizado através da parceria com a Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres (CEMP-PI) e a SMPM, no qual o município fica responsável pela programação e execução das atividades.

“É uma parceria muito importante para a retomada desse projeto na nossa capital. São várias mulheres que estão acessando esses canais de atendimento, fortalecendo as políticas de atendimento à mulher no município de Teresina”, declara Zenaide Lustosa, coordenadora da Cemp.

As atividades do evento foram abertas com uma roda de conversa sobre a rede de atendimento disponível à mulher em situação de violência com as mulheres do povoado Boa Hora. Estiveram no momento as representantes da Guarda Municipal de Teresina, OAB Mulher, Defensoria Pública e Ministério Público do Piauí. Em uma das salas, o Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), serviço oferecido pela SMPM para mulheres em situação de violência, estava presente fazendo orientações jurídicas e psicológicas para o público feminino da comunidade.

“Esse primeiro momento é importante porque explana para as mulheres os seus direitos, onde e como acessá-los se estiverem em uma situação de violência. É o momento que ela sabe que existe uma rede na qual ela pode procurar para sair do lar agressor”, detalha a assistente social da SMPM, Caroline Leal.

Além disso, os órgãos da justiça estavam presentes nas salas prestando atendimentos sobre processos e medidas judiciais, como pedidos de divórcios, atualização da medida protetiva, alimentos e pensão. Cortes de cabelos, designer de sobrancelhas e depilação também foram outros oferecidos em parceria com a Fundação Wall Ferraz.

Maria da Conceição, moradora do povoado, soube do projeto através das redes sociais da Secretaria da Mulher. Em processo de separação do ex-companheiro, acessou os serviços judiciais para dar entrada no processo de divórcio e aproveitou para usar os serviços de beleza.

“Como vou pouco ao Centro de Teresina, aproveitei o momento para dar entrada no meu processo de separação legal. Estou adorando o projeto aqui na comunidade e espero que sempre retorne. Hoje sou eu que preciso, mas amanhã pode ser minha vizinha, amiga ou minhas filhas”, declara Maria da Conceição.

A programação segue até sexta-feira (06) em povoados da zona rural de Teresina; confira:

Dia 04.08

Zona Leste – Comunidade Santa Teresina: Escola Municipal Santa Teresina

Dia 05.08

Zona Sudeste – Comunidade Taboca do Pau Ferrado: Escola Sagrado Coração de Jesus

Dia 06.08

Zona Sul – Comunidade Cerâmica Cil: Escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Semcaspi debate políticas públicas com população de matrizes africanas e secretarias

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas integradas (Semcaspi), por meio da Gerência de Direitos Humanos (GDH), promoveu na manhã desta sexta-feira (16), um momento de integração com a população de matrizes africanas de Teresina. O intuito é de aproximar essa população das políticas públicas, a fim de planejar e realizar projetos.

Fotos: Ascom Semcaspi

Durante o evento foi debatido sobre o primeiro desafio a ser planejado e executado, que será a organização do evento “Cultura Negra Estaiada na Ponte”. A iniciativa ocorrerá no final do mês de agosto e fará parte do cronograma de festividades em alusão ao aniversário de Teresina.

Para André Santos, gerente da GDH, é importante a aproximação da população negra com a Semcaspi para unir ações e elaborar projetos em parcerias.

“Reunimos as entidades e secretarias da Prefeitura de Teresina para tratar de politicas públicas para a população negra e para a população de terreiros, a fim de somar com esses trabalhos dentro da Semaspi. Já temos um evento no calendário do município para o próximo mês e já estamos trabalhando para que esse evento seja grandioso”, destacou.

Fátima Zumbi, coordenadora do grupo cultural Afrocondarte, ressalta que as entidades saem do encontro mais fortalecidas e convictas da continuidade do projeto “Cultura Negra”.

“Saímos daqui com encaminhamentos importantes. Como a manutenção da data representativa da cultura negra no calendário das festividades do aniversário de Teresina e também sobre a criação do Conselho Municipal da Igualdade Racial, que já era esperado há muito tempo”, pontuou.

O encontro aconteceu com a presença de entidades representativas da população negra e das secretarias da Prefeitura Municipal de Teresina: Fundação Municipal de Saúde (FMS); Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMCMC); Secretaria Municipal de Política Pública para as Mulheres (SMPM); Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Semdec); Secretaria Municipal de Educação (Semec), Secretária Municipal de Economia Solidária de Teresina (Semest) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam).