Ônibus Lilás: Projeto orienta sobre violência doméstica e presta assistência jurídica para mulheres

O projeto “Ônibus Lilás” tem como objetivo oferecer salas com atendimentos e orientações sobre a prevenção à violência contra à mulher de forma gratuita. A abertura aconteceu nesta terça-feira (03), na Escola Conselheiro Saraiva, no Povoado Boa Hora, zona Norte de Teresina, das 8h até às 16h00. A programação percorrerá outras zonas rurais até sexta-feira (06).

Fotos: Rômullo Piauilino / Semcom

“É muito importante um evento como esse estar presente para as mulheres da zona rural, que nem sempre possuem acesso à internet ou como chegar ao atendimento especializado de combate à violência. Ficamos muito contentes com essa abertura e feliz com a receptividade das mulheres participando das oficinas e atividades que estão sendo realizadas pelos nossos serviços da Secretaria da Mulher”, ressalta Karla Berger, secretária Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM).

Todo o projeto é realizado através da parceria com a Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres (CEMP-PI) e a SMPM, no qual o município fica responsável pela programação e execução das atividades.

“É uma parceria muito importante para a retomada desse projeto na nossa capital. São várias mulheres que estão acessando esses canais de atendimento, fortalecendo as políticas de atendimento à mulher no município de Teresina”, declara Zenaide Lustosa, coordenadora da Cemp.

As atividades do evento foram abertas com uma roda de conversa sobre a rede de atendimento disponível à mulher em situação de violência com as mulheres do povoado Boa Hora. Estiveram no momento as representantes da Guarda Municipal de Teresina, OAB Mulher, Defensoria Pública e Ministério Público do Piauí. Em uma das salas, o Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), serviço oferecido pela SMPM para mulheres em situação de violência, estava presente fazendo orientações jurídicas e psicológicas para o público feminino da comunidade.

“Esse primeiro momento é importante porque explana para as mulheres os seus direitos, onde e como acessá-los se estiverem em uma situação de violência. É o momento que ela sabe que existe uma rede na qual ela pode procurar para sair do lar agressor”, detalha a assistente social da SMPM, Caroline Leal.

Além disso, os órgãos da justiça estavam presentes nas salas prestando atendimentos sobre processos e medidas judiciais, como pedidos de divórcios, atualização da medida protetiva, alimentos e pensão. Cortes de cabelos, designer de sobrancelhas e depilação também foram outros oferecidos em parceria com a Fundação Wall Ferraz.

Maria da Conceição, moradora do povoado, soube do projeto através das redes sociais da Secretaria da Mulher. Em processo de separação do ex-companheiro, acessou os serviços judiciais para dar entrada no processo de divórcio e aproveitou para usar os serviços de beleza.

“Como vou pouco ao Centro de Teresina, aproveitei o momento para dar entrada no meu processo de separação legal. Estou adorando o projeto aqui na comunidade e espero que sempre retorne. Hoje sou eu que preciso, mas amanhã pode ser minha vizinha, amiga ou minhas filhas”, declara Maria da Conceição.

A programação segue até sexta-feira (06) em povoados da zona rural de Teresina; confira:

Dia 04.08

Zona Leste – Comunidade Santa Teresina: Escola Municipal Santa Teresina

Dia 05.08

Zona Sudeste – Comunidade Taboca do Pau Ferrado: Escola Sagrado Coração de Jesus

Dia 06.08

Zona Sul – Comunidade Cerâmica Cil: Escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Secretaria da Mulher vai dar início às atividades do ônibus Lilás na Zona Rural nesta terça-feira

Iniciam a partir desta terça-feira (3) as atividades do projeto Ônibus Lilás, que destina unidades móveis de atendimento à mulher em comunidades rurais com ações voltadas para o enfrentamento à violência, em especial os serviços de justiça, saúde e assistência social.

“Essa iniciativa vai proporcionar que a mulher da comunidade conheça os serviços da rede enfrentamento a violência, além de outras atividades que acolham e ajudem na sua vivência”, disse Karla Berger, secretária da SMPM.

Durante a passagem dos ônibus nas comunidades, as mulheres que enfrentam um processo judicial em decorrência da violência, poderão ter uma orientação do andamento do processo e a atualização sobre a medida protetiva. Além disso, poderão ter acesso ao acompanhamento psicológico mais direcionado, por meio Assessoria Jurídica do Centro de Referência Esperança Garcia vinculado à SMPM.

O Serviço Florescer da SMPM vai estar presente no local, oferecendo atividades lúdicas para as crianças que estiverem acompanhadas pelas mães. “As atividades desenvolvidas através do ônibus lilás tem sentido acolhedor, onde a mulher possa compartilhar a sua vida e tenha o sentimento de que existem serviços em que ela possa ser amparada”, ressalta a técnica de articulação da SMPM, Jahyra Sousa.

Outros serviços oferecidos através da articulação da secretaria da mulher, como a Defensoria Pública, Ministério Público, Tribunal de Justiça, SESAPI estarão presentes. Corte de cabelo, designer de sobrancelha, oficina de Artesanato, rodas de conversa sobre Violência farão parte de outras atividades executadas pela SMPM.

Sobre o Ônibus Lilás

A ação faz parte do pacto Nacional de enfrentamento à violência contra mulheres e constitui uma das ações do Programa “Mulher, Viver sem Violência”, do Governo Federal. Em Teresina, o projeto é realizado através da parceria com a Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres (CEMP-PI) e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM).

Datas e comunidades

Dia 03.08

Zona Norte – Comunidade Boa Hora: Escola Conselheiro Saraiva

Dia 04.08

Zona Leste – Comunidade Santa Teresa: Escola Municipal Santa Teresa

Dia 05.08

Zona Sudeste- Comunidade Taboca do Pau Ferrado: Escola Sagrado Coração de Jesus

Dia 06.08

Zona Sul – Comunidade Cerâmica Cil: Escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

CREG realiza mais de 1000 atendimentos a mulheres em situação de violência doméstica no último semestre em Teresina

Nos últimos seis meses, foram realizados mais de 1000 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina. Os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), um serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (Smpm). O local realiza atendimento a mulheres que vivem em situação de violência na capital.

“O CREG é o local de apoio a mulher, lá ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive, é importante ressaltar que o centro, não é um local de denúncia, mas sim de atendimento a esta mulher”, afirmou a secretária da SMPM, Karla Berger.

De acordo com a coordenadora do centro de referência, Roberta Mara, entre abril e junho, houve um aumento na procura pelo serviço. Ao todo, 86 mulheres procuraram a unidade pela primeira vez para romper o ciclo de violência.

“A violência mais identificada pelas mulheres, foi a violência psicológica e sexual. Os serviços mais solicitados durante esse período foram os referentes à área jurídica, com denúncias e pedidos de medidas protetivas. No entanto, há uma demanda para o suporte psicológico e social, uma vez que essa vítima está fragilizada emocionalmente e pela busca do seu empoderamento”, explicou Roberta.

Além disso, a pandemia evidenciou um aumento da violência dentro dos lares. Segundo o Anuário da Segurança Pública do Piauí, houve um aumento de 50% de feminicídio em Teresina, no ano de 2020. Mesmo com a queda no registro de boletins de ocorrência nos canais formais de denúncia, o CREG apontou aumento durante a procura dos serviços.

“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia, e o CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que por isso as mulheres teresinenses sintam-se mais a vontade de nos procurarem, do que a uma delegacia”, reforçou a coordenadora do CREG.

Foto: Divulgação (SMPM)Sobre o CREG

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O espaço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção e contribui para o empoderamento da mesma

Onde encontrar o Creg?

Rua Benjamin Constant, 2170 , Centro Norte. Segunda a sexta, das 08h00 às 17h00.

(86) 3233-3798/99416-9451

Onde denunciar?

Na capital, as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher, localizadas nas regiões Centro Sul, Sudeste e Norte, pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

Boletim eletrônico: http://dv.pc.pi.gov.br/index.php

Mulheres em situação de violência doméstica atendidas pelo Creg iniciam cursos de capacitação profissional

As mulheres atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) iniciaram nesta segunda-feira (12) o curso de Balconista de Farmácia, através da parceria da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) com a Fundação Wall Ferraz (FWF). Ao todo, 15 mulheres estão participando da formação profissional.

“Os cursos são uma oportunidade na vida dessas mulheres, um ponto de recomeço para essas mulheres que já chegam ao serviço em uma situação complicada, e agora podem se reerguer por meio de um acolhimento, uma profissionalização e também esperança por meio dos serviços da secretaria”, ressalta a secretária da SMPM, Karla Berger.

O Creg atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero que moram em Teresina, oferecendo assistência jurídica e psicossocial. Para Lidiane Silva, auxiliar administrativa do serviço, a capacitação promove com que essas mulheres saiam das dependências do lar violento e busque sua autonomia.

“Um dos fatores que fazem com que as mulheres permaneçam com os agressores é a dependência financeira e o serviço impacta nesse acolhimento. Esse curso vai fortalecer e emponderar essa mulher durante o ciclo da situação de violência, dando a elas o poder, confiança e capacitação para o mercado de trabalho”, relata Lidiane.

Uma das mulheres atendidas pelo serviço, concedeu entrevista, mas preferiu não se identificar, ela relatou que há dois anos estava sob situação de violência psicológica e física diariamente, como também mantida em cárcere privado. Em setembro de 2020, fugiu do lar de violência com os filhos pela madrugada e com a ajuda de um vizinho, que possuía conhecimento do Creg, encaminhou a mulher ao serviço. Durante o atendimento, foi recebida e acompanhada para os procedimentos jurídicos e legais para formalizar a denúncia e aderir a medida protetiva.

“Há quase dez meses de acompanhamento, tenho recebido toda a força e acompanhamento possível. Atualmente estou desempregada e tenho superado todos os dias, venho buscando me recuperar dos traumas que passei. Esse curso vem para melhorar minha autoestima e desenvolver uma habilidade para uma oportunidade”, diz a atendida.

Outros três cursos ainda serão desenvolvidos no espaço, entre eles, de empreendedorismo, panificação e corte de cabelo.

Sobre o Creg

O serviço realiza o atendimento as mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idade de 18 a 59 anos, oferecendo assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Como também, em parceria com a Guarda Maria da Penha, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha. Este atendimento visa a sua proteção

Onde encontrar o atendimento?
R. Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte
Segunda à Sexta, das 08:00 às 17:00
(86) 3233-3798 / 99416-9451

Mulheres atendidas pelo Florescer Norte finalizam curso de capacitação profissional

As mulheres atendidas pelo Florescer Norte finalizaram nesta quinta-feira (1) o curso de manicure e pedicure, realizado através da parceria da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) com a Fundação Wall Ferraz (FWF). Ao todo, 11 mulheres foram formadas pela capacitação profissional, que celebraram ainda em clima de arraial.

“Assim que foi identificado que as mulheres atendidas precisavam de uma capacitação, foi feito um diálogo para qual curso fosse ofertado. Muitas são donas de casa e com o curso profissionalizante, poderão ter uma renda extra, se profissionalizando”, disse Iara Carvalho, técnica de articulação da SMPM.

Benildes Machado, que é atendida junto com seu filho de três anos, durante a finalização do curso relatou que não tinha habilidades com a área. Mas agora, já formada, pretende iniciar um empreendimento.

“O curso foi gratificante. É bom para gente que é dona de casa, a gente se empondera. A gente abraçou o curso com todas as garras, o Florescer e a Fundação Wall Ferraz acolheram a gente”, disse a atendida.

A parceria com a FWZ também ofertou cursos de Balconista de Farmácia para as mulheres acompanhadas pelo Florescer Sudeste, no bairro Alto da Ressureição. No Florescer da Zona Rural, no povoado Salobro, está sendo iniciado a articulação de um novo curso que será definido em breve pela coordenação do serviço.

“Esses cursos trazem muitas mudanças na vida da mulher. Ela não sai apenas formada, mas sai confiante, com a autoestima renovada. É um trabalho de valorização gigante na vida delas”, concluiu Iará Tupinambá, professora do curso.

Foto: Divulgação (SMPM)

SMPM firma parceria com faculdade particular em benefício das mulheres

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina firmou uma parceira com o Núcleo de Prática Jurídica da faculdade FATEPI/FAESPI. O ato foi registrado nesta segunda-feira (28).

Na primeira atividade, foi desenvolvida uma roda de conversa sobre Direito da Mulher, com as mulheres atendidas pelo Serviço de Atendimento às Mulheres e suas Crianças, Florescer da zona Norte, além da entrega de Cestas Básicas e Kits Higiênicos.

Fotos: Ascom SMPM

“Essa parceria é importante. Ao tempo em que faz uma ação social, também promove a dignidade dessas mulheres, atendendo questões jurídicas que podem garantir seus direitos enquanto mulheres, mães e cidadãs”, frisa a secretária da SMPM, Karla Berger.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Prática Jurídica da FATEPI/FAESPI, Nathan Pinheiro, a faculdade iniciou essa ação durante a pandemia, quando problemas nas comunidades foram potencializados. Assim, foi feita uma seleção de alunos para atenderem voluntariamente as demandas jurídicas de algumas regiões de Teresina, e o serviço Florescer Norte, foi um dos escolhidos para desenvolver essa atividade.

“A gente compreendeu a dinâmica do Florescer nesse papel de atrair as mulheres e suas demandas. Dessa forma, a gente soma esforços para as políticas públicas implantadas e dar continuidade para a garantia de direito dessas mulheres”, disse o coordenador.

Ivoneide Rodrigues, uma das mulheres que fazem parte do Florescer Norte há quatro anos, declarou que a atividade veio a acrescentar com o que já ocorre dentro do serviço.

“A gente nunca tinha tido a oportunidade de estar aqui tendo essa conversa. É uma forma de ficar por dentro das coisas, e como mulher, mudar a nossa vida. Eu mesmo tenho uma ação de paternidade que está tramitando na justiça há 20 anos, e vou a partir de agora procurar essa assessoria para sabe como devo proceder”, finaliza Ivoneide.

A secretária da SMPM, Karla Berger, enxerga na parceria uma forma de garantir os direitos das mulheres atendidas pelos serviços e mobilizar uma integração dos setores públicos e privados.

SMPM articula ações LGTBQIA+ para comunidades em Teresina

No encontro foi debatido sobre a saúde e saúde mental dessas comunidades, em especial, causada pela pandemia da covid-19 Foto(Ascom/SMPM)

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) esteve reunida, nesta terça-feira (18), para discutir ações e serviços para a comunidade LGBTQIA+ em Teresina. Foi recebido o Grupo Matizes, que trouxe demandas sobre a população não-binária, lésbicas, mulheres trans e travestis e o Coletivo Corpo Bixa, que visa trazer representatividade não-binária para Teresina.

“Enquanto secretaria, somos cientes da falta de representatividade e preconceitos vividos por essas comunidades, por isso esse momento de escuta é importante para entender as demandas dessa população e em seguida articular projetos e melhorias voltadas às causas”, disse Marcela Portela, secretária executiva da SMPM.

No encontro foi debatido sobre a saúde e saúde mental dessas comunidades, em especial, causada pela pandemia da covid-19. Além de políticas públicas de higiene básica e mental, com enfoque às mulheres encarceradas.

“Em Teresina, há muitas mulheres lésbicas em situação de drogadição e também violência. Com a secretaria, esperamos um apoio para essas mulheres, que vivem em situações de urgência”, ressaltou Marinalva Santana, representante do Grupo Matizes.

Durante a reunião, a secretaria foi convocada a pensar sobre como levar o serviço já ofertado pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) para essas mulheres.

Pandemia afeta mais o gênero feminino

Durante a pandemia da covid-19, além do medo em contrair a doença, mulheres vivenciaram a sobrecarga de trabalho dentro de casa. Trabalho, filhos e o serviço doméstico de acordo com o estudo da Organização Gênero e Número, dentro do ambiente doméstico, metade das brasileiras precisaram cuidar de alguém para além das suas atividades obrigatórias.

De acordo com a assistente social da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Caroline Leal, em tempos de crise humanitária, social ou política, os direitos das mulheres comumente são os mais afetados.

“A mulher teve que se adequar a uma nova rotina durante essa pandemia, observou-se dentro dos lares o aumento da jornada de trabalho, as mulheres tiveram que lidar com o isolamento, trabalho doméstico, o cuidado com o filho, além de conciliar com o trabalho no ambiente de seu lar, em Teresina não foi diferente do restante do Brasil”, afirmou Caroline Leal, assistente social da SMPM.

A advogada Justina Vale, de 43 anos, precisou adotar a rotina home office. Mãe de duas meninas, a servidora pública teve sua rotina intensificada com as atividades domésticas, cuidar das filhas e do trabalho.

“É muito difícil, tem o trabalho, o marido, a limpeza da casa e as preocupações porque o orçamento foi muito afetado. O lar, que antes significava descanso, se tornou cansaço e sobrecarga”, disse.

Tensão e preocupação redobrados foram os sentimentos vividos por Margarida Santana, de 59 anos. Empregada doméstica em Teresina, precisava chegar ao trabalho usando quatro ônibus por dia.

“A trabalhadora doméstica precisa sair de casa para ganhar o sustento e isso causa muito medo. Eu tive muito medo de ser demitida e ficar sem renda. Era medo do vírus, medo do desemprego, fome e necessidade. Nosso “psicológico” fica muito debilitado”, declarou Margarida.

Além disso, a pandemia evidenciou um aumento da violência dentro dos lares. Confinada com o agressor, o Anuário da Segurança Pública do estado do Piauí revelou um aumento de 50% de feminicídio em Teresina, no ano de 2020. No entanto, houve uma queda no registro de boletins de ocorrência, mas segundo dados da Secretaria da Mulher de Teresina, ocorreu o aumento da busca pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia.

“Constamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia, e o CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que por isso as mulheres teresinenses sintam-se mais a vontade de nos procurarem, do que a uma delegacia”, disse a coordenadora do CREG, Roberta Mara.

Foto: Divulgação (Arquivo PMT)

SMPM entrega braceletes para mulheres  do Florescer Salobro

O bracelete ajuda a mulher a entender sobre período fértil e infértil, como também monitorar seu fluxo Fotos(Ascom/SMPM)

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), em parceria com o projeto Plan International Brasil, entregou nessa quarta-feira (9) cerca de 40 braceletes menstruais para mulheres da comunidade Salobro, zona rural Sul de Teresina.

A ação tem como objetivo conscientizar sobre a saúde e higiene menstrual, como também quebrar tabus sobre a menstruação, por meio dos serviços já prestados dentro do projeto Florescer. Durante o evento, foi realizada a oficina para produção do adereço e debatida a importância da saúde da mulher.

De acordo com Thayná Lima, facilitadora de projetos da Plan International, o bracelete ajuda a mulher a entender sobre período fértil e infértil, como também monitorar seu fluxo.

“Muitas meninas e mulheres não discutem sobre menstruação, o que acaba afastando elas do sistema de saúde. A campanha pretende quebrar esse tabu, aproximando elas da sua saúde e seus corpos”, informou Thayná.

Ciente da proposta, a SMPM abraçou a campanha em benefício das mulheres de Teresina. Outras oficinas e palestras estão agendadas para acontecer dentro dos Serviços Florescer Norte e Sudeste.

“É um projeto que informa e empodera mulheres, por isso, é muito importante para a secretaria estar com essa parceria dentro dos nossos serviços”, frisou Nathalie Ciarlini, psicóloga da SMPM.

Como funcionam os braceletes?

O kit é formado por 28 miçangas. A pulseira, que pode ser customizada, mostra todo o ciclo menstrual, desde os dias de sangramento ao período fértil, sendo caracterizado por miçangas vermelhas (período de sangramento), laranjas (período fértil) e rosas (período infértil).

O bracelete pode ser usado por meninas, mulheres, homens trans, pessoas não binárias e interssexuais que menstruam ou que ainda vão menstruar.

O que é a Plan International
 
A Plan International é uma organização humanitária e de desenvolvimento não governamental e sem fins lucrativos, que promove os direitos das crianças e a igualdade para as meninas. Suas estratégias de incidência política e mobilização social pautam as demandas das meninas em novos espaços do Legislativo, Executivo e na sociedade civil, alcançando todo o território nacional.

Em 2021, a Plan e a marca Intimus realizou a doação de absorventes e protetores diários e milhares de cartilhas sobre educação menstrual para mais de 40 mil mulheres e meninas que vivem em situações de vulnerabilidade em comunidades da Bahia, Piauí, Maranhão e São Paulo. Recentemente, junto à SMPM vem realizando oficinas, palestras e eventos sobre saúde e higiene menstrual para meninas e mulheres de Teresina.

Reunião discute atendimento à mulheres em situação de violência

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM) deu início às reuniões do Fórum Balançando a Rede, nesta segunda-feira (31) para discutir sobre as demandas da Casa Abrigo “Mulher Viva”.

“Discutir ações para a mulher em situação de violência é necessário, para que essa mulher seja atendida de forma humanizada e técnica para esse público”, disse a secretária da SMPM Karla Berger.

Atualmente, a maior demanda do local, que abriga mulheres em situação de risco de morte e em situação de violência doméstica e familiar, é do município de Teresina, por isso a necessidade de dialogar com a rede e articular o atendimento.

“Esse momento se fez de extrema importância para debater as dificuldades do Abrigo, afinal a porta de entrada para as mulheres em situação de violência de Teresina é o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), através da SMPM, afirmou Ana Cleide.

Estiveram presentes no encontro representantes do Centro de Referência a mulheres em situação de violência Esperança Garcia (CREG), o Serviço Florescer, Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (CMDM), Coordenadoria Estadual de Políticas para Mulheres, Centro de Referência para Mulheres Vítimas de Violência Francisca Trindade, Casa Abrigo Mulher Viva, Defensoria Pública do Estado do Piauí (DPPI), Ministério Público do Piauí (MPPI), Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica, Polícia Militar do Piauí – Patrulha Maria da Penha, Departamento Estadual de Proteção à Mulher, 5ª Vara Cível e Criminal (Maria da Penha), Guarda Maria da Penha, Gerência de Saúde Mental, Gerência de Proteção Social Especializada.

Sobre o Casa Abrigo “Mulher Viva”

Casa Abrigo Mulher Viva foi criada em 2014. É um serviço de proteção às mulheres em situação de violência domestica e familiar e que encontram-se em risco iminente de morte, funcionando em caráter sigiloso e mantido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (SASC). A Casa possui capacidade para 20 pessoas entre mulheres e seus filhos, durante o período de até três meses em que estejam em situação de violência e risco de morte. Durante sua estada na casa, as mulheres e as crianças recebem atendimento psicossocial, de saúde e jurídicos, além de participar de oficinas.

Atualmente, a maior demanda do local, que abriga mulheres em situação de risco de morte e em situação de violência doméstica e familiar, é do município de Teresina. Foto Ascom (SMPM)