Amor de Tia Norte e Sudeste realizam atendimento remoto com mães e crianças durante a pandemia

Foto: Ascom SMPM

Desde a determinação de isolamento social, medida adotada para conter o avanço do novo coronavírus, o Serviços de Atendimento às Mulheres e suas Crianças – Amor de Tia, unidades Norte e Sudeste, têm recorrido às atividades remotas por meio de oficinas criativas, que são enviadas no intervalo de 15 dias e realizadas em casa, com as mães e crianças acompanhadas.

A Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) forneceu kits de material pedagógico compostos por: cartolinas, giz de cera, lápis de cor, tinta guache, entre outros produtos. A intenção é estimular o desenvolvimento cognitivo das crianças e sua coordenação motora.

Segundo a Coordenadora do Amor de Tia Norte, Aline Heira, a grande preocupação da equipe era a adaptação do serviço de maneira remota, para isso, foram desenvolvidas atividades integrativas com as mães e as crianças como oficinas, pinturas, contação de histórias, oficinas de beleza e economia doméstica.

“A nossa satisfação quanto às atividades que são desenvolvidas é a participação das mães, elas gostam de estar com os filhos, gostam de fazer parte de todo o processo de criação. Elas sempre dão retorno do que acharam e sempre é positivo, o que é mais gratificante”, afirma Aline.

Já a coordenadora do Amor de Tia Sudeste, Maria de Lourdes Mendes, relata que mesmo durante esses meses de serviço não presencial, toda equipe está sempre em contato com as mães dando todo o suporte necessário. “Elas têm consciência que podem contar com a gente. Estamos sempre à disposição”, relata Maria de Lourdes.

Ana Paula de Sousa, mãe do aluno João Miguel, que frequenta a unidade da região Sudeste há dois anos, conta que o acompanhamento ajudou bastante no desenvolvimento do filho. “As atividades são sempre bem estimulantes. Nesse período em que eles estão em casa e ficam muito ansiosos, as atividades ajudam bastante. E a equipe do Amor de Tias sempre procuram saber como estamos, se estamos precisando de algo.  Me sinto bastante acolhida”, declara.

Outra mãe satisfeita é a Paula Daniele, do Amor de Tia Norte. “O serviço me ajudou muito no lado profissional, aprendi muitas coisas durante todo esse tempo. Infelizmente agora, por conta dessa pandemia, não podemos estar por lá todos os dias, mas as crianças fazem as atividades em casa, e continuam sendo orientadas. Tudo tem sido muito produtivo”, acrescentou.

Para esse período de isolamento, também foram produzidos vídeos informativos e reflexivos para o enfrentamento à violência contra as mulheres, que foram divulgados nas redes sociais e em grupos de Whatsapp para as mães atendidas pelo serviço. O objetivo é promover uma reflexão nas mulheres atendidas, estimulando aquelas que poderiam estar em situação de violência a procurarem o Centro de Referência Esperança Garcia.

Para este mês de julho, o Amor de Tia Norte contará com o projeto “Brincando em casa eu me divirto”, onde a equipe estão sendo preparados circuitos virtuais, com materiais de fácil acesso para serem desenvolvidos com as crianças. Para as mães, o serviço planeja organizar oficinas criativas com tutoriais para confecções de objetos utilizando garrafas pet.

Na unidade do Amor de Tia Sudeste, serão realizadas as Colônias Integrativas, que anteriormente aconteciam presencialmente, mas serão adaptadas para a forma virtual. As atividades de julho contarão com oficinas criativas, contação de histórias, atividades lúdicas, com as crianças e as mães acompanhadas.

O Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas crianças: Amor de Tia (Norte e Sudeste), são unidades que ofertam auxílio às mulheres em situação de vulnerabilidade e violência, e suas crianças. Atualmente a unidade da zona Norte atende 78 mulheres e 70 crianças. Já o Amor de Tia Sudeste, concentra 65 mulheres atendidas e 65 crianças.

Plano Emergencial de Atendimento às Mulheres da SMPM é apresentado em evento da UFPI

O Plano Emergencial de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência, da Prefeitura de Teresina, foi apresentado pela secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, em webconferência no VIII ATELIER UFPI ALASS: trabalho e formação da política de saúde, produção de conhecimento, atenção hospitalar e intersetorialidade do SUS.

Segundo Macilane Gomes, a apresentação do Plano Emergencial para a comunidade científica se configura como mais uma oportunidade para discussão de políticas públicas para as mulheres com especialistas, estudiosos, sendo assim um espaço para somar experiências.

“Como experiência na cidade de Teresina, em especial no que se remete ao enfrentamento à violência contra a mulher nesse contexto de pandemia, pontuamos os desafios e as possibilidades do teleatendimento, sobretudo dos desafios das mulheres de conhecerem e acessarem esse serviço para buscar ajuda. O evento possibilitou uma troca de saberes com pesquisadores, estudantes. Tivemos a oportunidade de interagir com o público, ouvir sugestões. Tudo isso para aperfeiçoar esse trabalho que vem sendo realizado nesse contexto tão desafiador”, destacou Macilane Gomes.

A coordenadora do evento e membro do comitê Diretivo da Alass, professora Edna Goulart, afirma que o Plano Emergencial de Atendimento às Mulheres se mostra fundamental no cenário atual, em que as mulheres se encontram isoladas e em uma condição maior de risco.

“A questão que colocamos é: ‘o que fazer quando a pauta de uma defesa da vida coloca um risco em relação à outra?’. Pautarmos o Plano Emergencial de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, evidenciá-lo, explicitá-lo, dar acesso público ao conhecimento, se faz importante. Permite que para além da defesa da vida na perspectiva da saúde, que também devemos construir instrumentos legítimos e eficazes de proteção à mulher no que tange à segurança”, afirmou Edna.

Entre as temáticas debatidas no evento deste ano estavam a Reforma Sanitária e Reforma Psiquiátrica do Sistema Único de Saúde (SUS), Pandemia e desafios do SUS. No segundo momento houve a discussão sobre a relação da Biologia e o desenvolvimento de tratamento contra a Covid-19, a Gestão Estadual do SUS no Piauí, o Plano Emergencial de Atendimento às Mulheres, entre outros temas.

O evento teve como objetivo discutir o trabalho no campo da saúde, a relação entre os aspectos estruturais e conjunturais e o processo de formação e produção de conhecimento dentro da Universidade. A atividade incentiva essa produção de conhecimento tanto na graduação como na pós-graduação, discutindo-a em nível nacional e internacional.

O VIII ATELIER UFPI ALASS foi coordenado pelo departamento de Serviço Social e pelo programa de Pós-Graduação de Políticas Públicas, em parceria estabelecida entre a Universidade Federal do Piauí(UFPI), Associação Latina de Análises de Sistemas de Saúde (com sede em Barcelona) e PET – Saúde Interprofissionalidade.

 

Mais de 250 mulheres recorreram ao Esperança Garcia para orientação sobre violência no isolamento

Um total de 141 mulheres procurou pela primeira vez o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) para pedir orientação em caso de violência durante esse período de isolamento social em virtude da pandemia do novo Coronavírus. Desde o início da pandemia a unidade, que é vinculada à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), faz o uso do sistema de teleatendimento para atender mulheres vítimas de violência na capital e contabilizou até o dia 12 de junho de 2020 total de 283 atendimentos.

Segundo a coordenadora do CREG, Roberta Mara, além das 141 mulheres que procuraram a unidade pela primeira vez, também foram solicitados 84 atendimentos a mulheres que já são vinculadas à unidade, entre outros tipos de atendimentos.

“Os atendimentos são realizados mediante as especificidades de cada caso por profissionais especializados, como psicólogas, assistentes sociais e membros da área jurídica. Os mais solicitados durante esse período foram os referentes à área jurídica, que envolvem orientações sobre denúncias e requerimentos de medidas protetivas. Mas também são realizados acolhimentos de suporte psicológico, que auxiliam na fragilidade emocional das mulheres, e, por último, o social, que oferece apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade”, esclareceu a coordenadora.

De acordo com a gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, é necessário ter um olhar atento a esses dados, como também monitorar a situação dessas mulheres após esses atendimentos. Além de destacar o período de isolamento social como um fator para o aumento nos atendimentos da unidade, a profissional atribuiu os números significativos à implantação do contraturno, que permite a realização de atendimento nos turnos manhã e tarde e também aos fins de semana e feriados.

“O Centro de Referência passou a funcionar ainda nesse período de distanciamento social de forma mais ampla, aumentando o suporte a essas mulheres que precisam de atendimento ou orientação. É importante destacar que a unidade não é um canal de denúncia, ela oferece orientação às mulheres em situação de violência. Para isso temos profissionais capacitados, uma equipe multidisciplinar para o suporte necessário”, afirmou a gerente.

Nas redes sociais, a SMPM (@smpmteresina) vem realizando desde o início desta semana uma campanha de incentivo para às mulheres procurarem ajuda no Centro de Referência Esperança Garcia ou em alguma instituição de apoio a mulheres vítimas de violência. Na oportunidade, estão sendo postados vídeos curtos de outras mulheres que estimulam a realização de denúncias e a procura pela unidade.

Caso queiram realizar notificações formais de denúncia, as mulheres vítimas de violência devem procurar a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, que atualmente é o principal canal de denúncia. Em Teresina, as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher, que ficam localizadas nas regiões Centro Sul, Sudeste e Norte, pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento por conta da pandemia, a unidade está realizando atendimentos por ligações ou via whatsapp através do número: (86) 99416-9451.

Plano de enfrentamento à violência na pandemia é apresentado para municípios piauienses

Nesta sexta-feira (19), a secretária Municipal de Políticas para as Mulheres de Teresina, Macilane Gomes, participou de um diálogo virtual com as representantes dos Organismos de Políticas para Mulheres (OPMs) de diversos municípios do Piauí. Realizado pela Coordenadoria Estadual de Políticas Públicas para Mulheres do Governo do Estado, a secretária compartilhou práticas exitosas desenvolvidas pela SMPM durante o período de pandemia.

Segundo a secretária, o distanciamento social obrigatório registrou aumento exponencial nas situações de violência de gênero.  Diante desse contexto, foi necessário adequar o planejamento estratégico da SMPM para um plano emergencial denominado ‘Teresina para elas’.

“Nosso principal objetivo era de criar novas estratégias de ações que chegassem até as mulheres em situação de violência ou em risco, que neste período estão passando mais tempo com seus agressores. Assim, pensamos formas de ajudar também quem não têm acesso à tecnologia (aparelho telefônico, internet) nem dispõe de uma rede de apoio. Para isso, estamos fazendo uma ampla divulgação dos meios disponíveis para denúncias, orientações nos diversos canais de comunicação como rádios, redes sociais, TVs e dentre outros”, pontua Macilane.

Outra atividade bastante importante executada a partir desse período de distanciamento social foi o acompanhamento da Guarda Maria da Penha às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. “Inicialmente, serão acompanhadas pela Guarda o total de 57 mulheres do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG).Todas tiveram a decisão judicial de medida protetiva homologada antes do período de isolamento”, esclarece a secretária.

Para a representante da OPM de Cocal de Telha, Ronnycleyde Oliveira, o compartilhamento de informações e do plano estratégico de Teresina é bastante relevante, pois além das práticas já desenvolvidas no município para esse enfrentamento à violência contra a mulher, o novo aprendizado abre a visão para a realização de novas práticas.

“Em nossa cidade já desenvolvemos o projeto ‘Você não está Sozinha’, que além de trabalhar o empoderamento dessa mulher, trabalha também o encorajamento a denúncia. Mas algumas das experiências como a expansão dos canais de comunicação, já desenvolvidas na capital, devem ser também brevemente aplicadas por nós”, afirma Ronnycleyde Oliveira.

Na oportunidade participaram do encontro virtual, representantes de Organismos de Políticas para Mulheres (OPMs), dos municípios de Pedro II, Sussuapara, Cocal de Telha, São Raimundo Nonato e São João do Piauí.

SMPM apresenta plano de enfrentamento a violência contra mulheres durante a pandemia

As políticas públicas para mulheres desenvolvidas em Teresina durante a pandemia foram apresentadas no diálogo virtual ‘Conexão Mulheres Brasil’. A reunião, promovida pela comissão piauiense da Associação Brasileira de Mulheres na Carreira Jurídica, teve o objetivo de conectar as secretarias de políticas para as mulheres no âmbito federal, estadual e municipal, além de várias entidades ligadas à rede feminina de defesa à mulher.

Segundo a secretária da SMPM, Macilane Gomes, após determinação de distanciamento social, a equipe da secretaria elaborou um plano estratégico de enfrentamento à violência denominado ‘Teresina Para Elas’. Este plano compreende alguns eixos estratégicos como a comunicação, buscando atender as especificidades e necessidades das mulheres neste contexto.

“Pensamos em como poderíamos fazer para as informações circularem, até chegar no público alvo, então veio a ideia das lives, rádio, gravação de vídeos, e assim estamos atuando com várias formas de comunicar. Outra estratégia utilizada foi a de articulação com a Rede de enfrentamento à violência contra à mulher para conhecer como as outras instituições também estão trabalhando neste momento”, enfatiza a secretária.

Segundo a Secretária Nacional de Políticas para as Mulheres, Cristiane Britto, as estratégias envolvidas no enfrentamento à violência contra a mulher em todo o Brasil devem ser pensadas também para as mulheres que possuem pouco ou nenhum tipo de acesso à comunicação. “Queremos levar soluções para as mulheres que não têm nenhuma condição de fazer uma denúncia. Estamos avançando para propiciar comunicação até por rádio, se for preciso, mas nós precisamos chegar a essas mulheres invisibilizadas. Isso é fazer cercear uma violação de direitos humanos. A falta de acesso a um meio para fazer uma denúncia é uma violação, precisamos combater isso”, destacou a Secretária Nacional.

Além de enfatizar a importância de fortalecer os meios de comunicação no enfrentamento à violência, a Secretária Nacional Cristiane Britto, falou ainda sobre o Plano de Combate ao Feminicídio, projeto que teve seu lançamento adiado devido à pandemia, mas deve ser retomado no segundo semestre. Ela também destacou as ferramentas de denúncia à violência, assim como a importância das delegacias virtuais nesse processo, onde a mulher não precise se dirigir à delegacia para efetivar alguma denúncia.

As mulheres de Teresina que sofrerem algum tipo de violência e precisarem de orientações, podem entrar em contato também com o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). A unidade está realizando atendimentos por ligações ou via Whatsapp através do número: (86) 99416-9451, nos dois turnos, manhã e tarde e também aos finais de semana. O local disponibiliza assistência social, psicológica e jurídica a essas mulheres.

 

Mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência são beneficiadas com cestas básicas

Cerca de 40 mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), unidade vinculada à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), foram beneficiadas com cesta básicas, kits de higiene e de limpeza. A atividade solidária conjunta aconteceu entre a Ação Social Arquidiocesana (ASA) em parceria com a Fundação Banco do Brasil.

Na próxima terça-feira (16), o serviço contará com uma nova atividade beneficente. Na oportunidade serão entregues nove cartões às mulheres para a realização de compras de alimentos no valor de R$ 50,00 a serem utilizados em uma rede de supermercado específica da capital.

De acordo com a coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara, a ação social acontece num momento muito importante, prestando assistência necessária às mulheres em situação de vulnerabilidade.  “É uma assistência a mais que a gente possibilitou. Além da situação de violência doméstica, muitas estão em situação de vulnerabilidade, então esse benefício vai ajudar bastante”, destacou a coordenadora.

Para M.L*(abreviação do nome por sigilo e segurança), que está sendo acompanhada pelo serviço há dois anos, o benefício veio em um momento ideal, por conta da situação financeira que enfrenta atualmente.

“Sou diarista e estou desempregada, tenho dois filhos para cuidar, eu realmente estava precisando muito dessa cesta básica e demais utensílios. Graças a Deus ainda existem pessoas que ajudam os necessitados, sou muito grata ao CREG, por tudo que já fizeram por mim”, afirma M.L*.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência na cidade de Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento por conta da pandemia, a unidade está realizando atendimentos por ligações ou via whatsapp através do número: (86) 99416-9451, agora em dois turnos, manhã e tarde e também aos finais de semana.

Projeto Balançando a Rede discute medidas de enfrentamento à violência contra a mulher em reunião virtual

Nesta quinta-feira (04), a secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) realizou mais uma encontro virtual com a equipe que compões o projeto Balançando a Rede, com o objetivo de traçar medidas de enfrentamento à violência contra a mulher e também otimizar ideias para o aperfeiçoamento daquelas que estão em vigor. Com essa proposta, o projeto realizou seu terceiro encontro no período de isolamento social, desta vez além da participação de representantes municipais e estaduais, contou também com a participação de um representante do Observatório Mulher Nacional.

Entre as pautas discutidas na reunião, foi destacada a construção de um relatório feito a partir de dados da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, que possibilita o acesso ao registro de atendimentos referente a órgãos como: Centro de Referência Esperança Garcia, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público, Tribunal de Justiça, dentre outros.

“O documento, que está em fase inicial, foi feito pela SMPM e deve contar também com a contribuição de outras entidades. Ele pretende organizar o quantitativo de atendimentos realizados por cada órgão para possibilitar uma melhor articulação na realização de estratégias no combate à violência contra a mulher”, pontua a secretaria municipal de Políticas paras as Mulheres, Macilane Gomes.

Para a delegada de Polícia Civil e diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Bruna Fontelene, a maioria dos dados solicitados podem ser facilmente catalogados. “Além da disponibilização dos dados, podemos contribuir com nosso núcleo de estudo, em parceria com instituições públicas e privadas de ensino superior destinadas ao planejamento e execuções de pesquisas sobre violência de gênero no estado. Ele está desativado por conta da pandemia, mas futuramente vamos retomar essa parceria com todos os órgãos e otimizar todas essas informações”, disse a delegada.

Outro ponto de destaque no encontro virtual foi o Observatório Mulher, projeto piloto que está em fase de implantação na SMPM em parceria com o Senado Federal. A ação tem como objetivo desenvolver ferramentas que possam proporcionar uma visão de futuro, projetando políticas públicas para as mulheres em Teresina. O projeto busca desenvolver estudos, assim como métodos e processos de trabalho que venham contribuir para esse desenvolvimento.

Para a analista em Gestão Pública da SMPM e responsável pelo Observatório Mulher Teresina, Helemara Moura, o projeto representa uma grande oportunidade de desenvolvimento para a cidade. “Essa é uma excelente oportunidade de desenvolvermos ferramentas que possam projetar uma visão de futuro, projetando as políticas públicas para mulheres. Para o desenvolvimento de Teresina do amanhã é necessário o desenvolvimento desses pilares a partir de hoje”, conclui.

Segundo o representante do Senado Federal, que está à frente da produção do Observatório no Senado, Henrique Ribeiro, o projeto nasceu da dificuldade de fazer uma análise de dados estatísticos. Ele destacou que o principal objetivo do documento é usá-los para a contribuição do aprimoramento das políticas públicas para as mulheres em situação de violência.

“A gente tem desenvolvido esse trabalho desde 2016 e tem evoluído bastante, mas apesar dos pontos positivos estamos sempre pensando em como ele pode contribuir efetivamente no enfrentamento à violência e se isso está realmente acontecendo. Concluímos que estamos muito longe do que acontece na realidade das pessoas, e por isso essa ideia de pensar como essas coisas acontecem no âmbito municipal”, afirma Henrique Ribeiro.

A reunião contou com a participação de várias representantes de instituições da rede estadual de proteção à mulher no Piauí, como Ministério Público do Piauí, Tribunal de Justiça, Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres, Defensoria Pública, Casa Abrigo, Patrulha Maria da Penha, Delegacia Especializada da Mulher, Conselho da Mulher e Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres.

 

Guarda Maria da Penha inicia monitoramento de medidas protetivas de mulheres vítimas de violência

Tiveram início nesta segunda-feira (01) as visitas realizadas pela Guarda Maria da Penha para o acompanhamento e monitoramento de medidas protetivas de mulheres em situação de violência doméstica de Teresina e que são acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG).

As ações de monitoramento beneficiam 57 mulheres com medidas protetivas, e que tiveram a determinação judicial homologada antes do período de isolamento. De acordo com Macilane Gomes, secretária Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), o serviço é mais um mecanismo importante para a proteção de mulheres em toda a capital.

“Agora, com o acompanhamento da Guarda, teremos esse trabalho de proteção especial às mulheres com medidas protetivas. Existe toda uma articulação da rede de atendimento, e esse serviço vem fortalecer essa rede de proteção às mulheres. O acompanhamento vai acontecer de forma assistemática. Por dia, foi programada a visita da equipe a oito mulheres, mas em situação de urgência elas também podem acionar o plantão da Guarda Maria da Penha através do número 153”, explica a secretária.

O projeto Guarda Maria da Penha é coordenado pela SMPM e Secretaria de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). A equipe é composta por dois guardas, um homem e uma mulher, que foram capacitados para a realização do trabalho. Além do monitoramento às mulheres vítimas de violência, outra novidade é a extensão do teleatendimento realizado pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG).

“Diante dessa situação de isolamento social, tivemos um aumento na procura dos serviços. Então já tínhamos essa proposta de atender nos dois turnos, por conta da alta demanda. A partir de agora, nossas profissionais estão realizando atendimentos e orientando as mulheres no período da manhã, tarde e também aos finais de semana”, relata a coordenadora do CREG, Roberta Mara.

O Centro de Referência Esperança Garcia atende mulheres em situação de violência em Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento, a unidade realiza atendimentos por ligações ou via Whatsapp pelo telefone (86) 9 9416-9451, de segunda à sexta e aos finais de semana nos turnos manhã e tarde.

Prefeitura lança Guarda Maria da Penha para atender mulheres em situação de violência


A partir de agora, a Guarda Civil Municipal passa a ter também a missão de cuidar das mulheres em situação de violência doméstica. Nesta sexta-feira (29), a Prefeitura lançou o serviço Guarda Maria da Penha, disponibilizando uma equipe exclusiva para fazer o monitoramento das medidas protetivas a 57 mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia.

Segundo o prefeito Firmino Filho, neste momento em que a pandemia do Coronavírus ameaça a todos, tem sido observado também o aumento da violência doméstica contra a mulher. “Estamos no meio dessa grave crise epidêmica e, infelizmente o seu mais importante instrumento de enfrentamento, que é o isolamento social, tem permitido o aumento da violência contra a mulher. Além do apoio do Centro de Referência Esperança Garcia, estamos oferecendo também o serviço da Guarda Maria da Penha, reforçando o trabalho de enfrentamento desse tipo de violência”, destacou.

A iniciativa será coordenada pela Secretaria de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) e pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM). A equipe é composta por dois guardas: um homem e uma mulher, que foram capacitados para a realização do trabalho.

“O acompanhamento será feito de forma sistemática, com visitas diárias às residências das mulheres assistidas pelo serviço”, explicou a secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes, ressaltando que, inicialmente, serão acompanhadas pela Guarda apenas aquelas mulheres que tiveram a decisão judicial de medida protetiva homologada antes do período de isolamento.

O secretário da Semcaspi, Samuel Silveira, afirma que o projeto é mais um importante instrumento de proteção às mulheres, principalmente nesse momento de isolamento social causado pela pandemia, onde os casos de violência têm se intensificado. “Com a implantação da Guarda Municipal Maria da Penha, estamos ampliando a rede de proteção às mulheres para reduzir os índices de violência doméstica na capital e também construir práticas educativas de respeito e proteção aos direitos das mulheres”, disse.

Desde o início do isolamento social, o Centro de Referência Esperança Garcia modificou sua forma de atendimento às mulheres. A maioria daquelas que precisam de ajuda passou a utilizar o WhatsApp para buscar orientações ou fazer denúncia. “É uma situação em que a mulher está junto com o agressor e o contato pelo WhatsApp facilita essa conversa, essa busca por informações e formas de denúncias”, ressaltou a coordenadora do Centro, Roberta Mara.

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência em Teresina, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica. Durante o período de isolamento, a unidade realiza atendimentos por ligações ou via Whatsapp pelo telefone: (86) 9 9416-9451, de segunda à sexta, das 8h às 14h.

SMPM debate atendimento das unidades do Amor de Tia em reunião virtual com especialista em gênero

Em reunião virtual com técnicas da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) e coordenadoras dos Serviços de Acolhimento às Mulheres e suas Crianças – Amor de Tia Norte Norte e Sudeste, para alinhar diretrizes de atendimento no período da pandemia a especialista em gênero, Wânia Pasinato, destaca a importância de levar o atendimento do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) para as mulheres acompanhadas por essas duas unidades.

“Seria interessante levar o Centro de Referência para dentro do Amor de Tia. Colocar o serviço à disposição para qualquer dúvida, mesmo que mínima. Tentar criar esse canal que quebre essa resistência, que quebre essa vinculação do Centro à realização de uma denúncia. Elas precisam sentir essa aproximação e sentir que o serviço tem capacidade de ajudar e tem suporte pra isso”, afirma Wânia Pasinato.

Para a especialista nesse momento é importante pensar em diferentes estratégias de abordagem para alcançar essas mães que vivenciam a problemática da violência doméstica. Para isso, ela defende também a criação de vídeos com uma linguagem mais íntima, com psicólogas do Centro de Referência, que possam expressar uma maior compreensão e cuidado com as mães.

Durante o diálogo as profissionais puderam destacar como atualmente estão sendo realizadas as atividades mesmo à distância nessas unidades, as estratégias utilizadas para o desenvolvimento das tarefas e também como estão trabalhando a questão do enfrentamento de problemas como violência doméstica com as mães acompanhadas.

Segundo a Coordenadora do Amor de Tia Norte, Aline Heira, para o período de isolamento, a unidade articulou a produção de vídeos de enfrentamento à violência doméstica com números e canais de denúncias, vídeos de contação de histórias para as crianças e de economia doméstica, que foram socializados em um grupo de whatsapp a qual essas mulheres estão inseridas. Além disso, como parte desse acompanhamento, essas mulheres também foram beneficiadas com a distribuição de cestas básicas.

“Todas estão cientes e acompanhando o material repassado por nós. Até o momento tivemos apenas um caso de violência. Estamos sempre orientando e encaminhando os canais de denúncias. Mas além da violência doméstica durante esse período, tivemos também os cuidados de auxiliar nas recomendações de saúde por conta do covid-19, dando todo o suporte necessário, proporcionando também entretenimento para elas e os filhos. Todas elas têm consciência que não estão sozinhas”, pontua Aline Heíra

Já de acordo com a coordenadora do Amor de Tia Sudeste, Maria de Lourdes Mendes, a unidade tem algumas mulheres que sofrem com o problema de violência, mas optam por não realizar a denúncia e nem entrar em contato com a rede de apoio.

“Tem duas mães que eu estou acompanhando de perto, todos os dias elas me ligam. Tem outras mulheres que não querem entrar em contato com o Centro de Referência Esperança Garcia. Eu sempre peço que elas pelo menos ouçam a central de apoio, as psicólogas, mas em alguns momentos é bem difícil. Já tentamos de todas as formas, então o acompanhamento que fazemos é ouvir, mas claro que sempre repassamos aos profissionais do CREG”, desabafa a coordenadora do Amor de Tia Sudeste.