ONU Habitat: Teresina é tema de estudo para desenvolvimento urbano mais eficiente e sustentável

Nesta terça-feira (26), a Prefeitura de Teresina juntamente com a Organização das Nações Unidas (ONU), dá continuidade ao projeto para Assentamentos Humanos no Brasil (ONU-Habitat), com a apresentação das “Ações Recomendadas para Resiliência e Sustentabilidade” para os gestores municipais. Esse trabalho é acompanhado pelo departamento Agenda Teresina 2030, vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan).

“A nossa equipe vem trabalhando com o olhar para a mãe natureza, olhando o econômico para interagir com o social, havendo essa junção. E é esse o nosso caminho, cada vez mais trabalhar com lisura, cada vez mais trabalhar com credibilidade e focados no desenvolvimento da nossa cidade com o meio ambiente. É um orgulho para nós, da Prefeitura de Teresina, ter recebido esses técnicos da ONU para tratar deste assunto tão importante. Serão três dias de tratativas para que possamos trabalhar Teresina de forma sustentável e preparada para atuar em situações mais delicadas”, disse o prefeito de Teresina, Dr. Pessoa.

Prefeito de Teresina Doutor Pessoa destaca a parceria com a ONU. Fotos: Rafael Sergio (Semcom)

A resiliência urbana é uma capacidade inerente às cidades, que possuam qualquer grau de urbanismo implementado, de resistirem e se regenerarem após situações de degradação e poluição. E isso vai muito além de situações de desastres ambientais citadas acima. As próprias atividades comumente realizadas pelo homem, como trabalho, transporte e comercialização podem ter consequências positivas ou negativas.

“A gente trabalha com base também nos princípios e diretrizes trazidos pelas agendas globais de sustentabilidade. Então, os objetivos do desenvolvimento sustentável da nova agenda urbana têm referências bem elaboradas. Os compromissos elaborados pelos países dentro da ONU, nas diversas conferências que estão acontecendo na última década também trazem suas diretrizes subjetivas principais. O objetivo das agendas é tornar a cidade e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis” afirma Alex Rosa, representante da ONU (ONU Habitat), no Brasil, que esteve acompanhado da especialista em resiliência urbana, a arquiteta síria Sozvin Salih.

Esse material fornece aos gestores uma base para a criação de Ações para a Resiliência e Sustentabilidade, um plano que deve ser incorporado às atuais estratégias de desenvolvimento urbano e processos de gestão da cidade. Esse processo tem a intenção de apoiar Teresina e seus parceiros na tomada de decisões, com base em dados concretos sobre a situação da cidade, tendo como consequência um desenvolvimento urbano eficiente e sustentável a longo prazo. Os pontos de atenção diagnosticados no material são: processo de manutenção dos recursos hídricos e equilíbrio do ecossistema com a finalidade de ter um melhoramento no desempenho econômico

“Esse é um trabalho que engaja todos da Prefeitura. Teresina faz parte das cidades escolhidas no Brasil para o desenvolvimento deste projeto mundial. Nesta nova administração, retomamos um contato e desenvolvemos uma grande estrutura e em maio receberemos um material completo para termos direcionamento na aplicação dos nossos recursos, focando em pontos mais sensíveis do desenvolvimento urbano e sustentável. Essa apresentação com a equipe do exterior é extremamente produtiva para a cidade de Teresina e para a gestão do prefeito Dr. Pessoa”, acrescentou João Henrique Sousa, secretário de Planejamento.

Até a próxima quinta-feira (28), a equipe da ONU cumpre agenda para apresentação das “Ações Recomendadas para Resiliência e Sustentabilidade”, para a Prefeitura Municipal de Teresina, respectivas secretarias e para o Governo do Estado do Piauí. Esse material fornece aos gestores uma base para a criação de Ações para a Resiliência e Sustentabilidade, um plano que deve ser incorporado às atuais estratégias de desenvolvimento urbano e processos de gestão da cidade. Esse processo tem a intenção de apoiar Teresina e seus parceiros na tomada de decisões, com base em dados concretos sobre a situação da cidade, tendo como consequência um desenvolvimento urbano eficiente e sustentável a longo prazo.

Os resultados das etapas anteriores do projeto já foram entregues: Perfil da Cidade de Teresina e o Diagnóstico da Resiliência Urbana. Para conhecer os materiais, você pode acessar através deste link: https://issuu.com/teresina2030/docs/_pt__draft_-city_resilience_profile__teresina__pag.

Esta ação fornece uma estrutura que utiliza dados da cidade para estabelecer um perfil de funcionamento e criar um diagnóstico baseado na análise das demandas mais urgentes. O objetivo do Programa, além de buscar meios de melhorar a capacidade técnica de gestão da Prefeitura Municipal de Teresina, é trabalhar com a inclusão das pastas municipais como também do Governo do Estado do Piauí. A divulgação deste Programa para outros municípios interessados vai ocorrer através da Frente Nacional de Prefeitos.

Através de um acordo feito em 2019, a Prefeitura Municipal de Teresina, o Governo Federal e a ONU trabalharam juntos para a construção do plano de fortalecimento da gestão urbana de Teresina com a intenção de melhorar o funcionamento e integração da gestão no município. A ação atua no processo de manutenção dos recursos hídricos e equilíbrio do ecossistema com a finalidade de ter um melhoramento no desempenho econômico, chamada de Ações para a Resiliência e Sustentabilidade, que possui o suporte do Programa Global de Cidades Resilientes. Assim, o município implementará a Ferramenta de Perfis de Cidades Resilientes (CRPT, na sigla em inglês).

“Estamos concluindo uma série de diagnósticos e apresentações das ações para definir um plano estratégico para melhorar a capacidade da gestão de lidar com riscos, choques e problemas crônicos que a cidade tem, por exemplo, as enchentes. Nosso objetivo é fortalecer e construir resiliência urbana, ou seja, ter um plano de ação para os próximos anos, focando nas áreas prioritárias encontradas neste diagnóstico, que é a manutenção dos recursos hídricos e equilíbrio do ecossistema com a finalidade de ter um melhoramento no desempenho econômico”, explica Gabriela Uchôa, diretora do projeto de Cooperação da Programa Global de Cidades Resilientes de Teresina (CRGP, sigla em inglês).

Agenda de apresentações:

27 de Abril:

9h às 10h – Apresentação para o Governo do Estado (Palácio de Karnak)

28 de Abril:

8h30 às 12h – Seminário de apresentação a instituições de interesse sobre o Programa de Resiliência Urbana de Teresina e o Produto: Ações Recomendadas para Resiliência e Sustentabilidade ( SEBRAE)

 

 

Servidores municipais participam de oficina para discutir desafios inteligentes e sustentáveis para Teresina

Nesta sexta-feira (18), foi realizada a oficina “Desafios das Cidades”. A atividade voltada para servidores do município aconteceu no auditório do SEBRAE, e teve como objetivo discutir os principais desafios para Teresina se tornar uma cidade inteligente e sustentável.

Fotos: Ascom Semdec

Segundo Andréa Fialho, membro do Centro de Eficiência em Sustentabilidade Urbana de Teresina (CESU), a oficina teve como principal finalidade fomentar a cultura de inovação através desses servidores. “Foi um momento para que esses servidores nos apresentassem os seus desafios do dia a dia, além de mostrar diversas formas que a inovação pode contribuir na questão de um serviço mais eficiente e que chegue também para o cidadão”, pontua.

Janaina Tavares, que também é membro do CESU, destaca que essa é mais uma forma de agregar soluções para ajudar nos problemas da capital. “A gente espera alcançar com isso, uma série de soluções para que a gente possa levar essas ideias para o mercado, para as startups, o universo de pessoas que pensam soluções para devolver isso como benefício para a cidade”, esclarece.

O Centro de Eficiência em Sustentabilidade Urbana de Teresina (CESU), tem como foco testar metodologias que busquem soluções inovadoras para a cidade. O projeto que é único no Brasil funciona através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC), através do Espaço THEch.

Para o coordenador do Espaço THEch, José Bringel Filho, essa ação é uma forma de dar continuidade ao processo de capacitação de colaboradores e funcionários públicos municipais em temas relacionados à inovação iniciado ainda em 2021, através de um projeto de inovação pública executado pelo programa THEch.

“Esse foi um momento de extrema relevância para a discussão em torno dos desafios que a cidade enfrenta atualmente, bem como colocou ainda mais em evidência a inovação como tema central para a construção colaborativa de soluções para estes desafios de nossa cidade”, finaliza Bringel.

Sustentabilidade: Teresina já recolheu mais de mil toneladas de material reciclável em 2021

Neste sábado (6), a Prefeitura de Teresina realiza o III Drive da Coleta Seletiva, que será no Parque da Cidadania, das 8h às 12h Foto(Ascom/Semduh)

Teresina recolheu 110 toneladas de material reciclável na coleta seletiva de outubro. No acumulado do ano, a capital ultrapassou a marca das mil toneladas recolhidas.

Os materiais enviados para a reciclagem foram descartados nos 21 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) espalhados por todas as zonas de Teresina, de um PEV itinerante e também de 15 instituições, 55 empresas, 43 bares e hotéis e 100 condomínios da cidade.

No total, foram 235 pontos de recolhimento de resíduos recicláveis em outubro.
“Comemoramos o resultado positivo que temos obtido, mas a quantidade de recicláveis pode ser muito maior. Precisamos de maior adesão dos condomínios, bares, restaurantes, lojas, escolas e demais estabelecimentos geradores de resíduos que, por lei, são obrigados a praticar a coleta seletiva, mas apenas a minoria cumpre”, destaca Fabrício Amaral, coordenador de Limpeza Pública da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH).

A Lei Municipal Nº 3.923/2009 dispõe sobre a implantação obrigatória da coleta seletiva em condomínios e a Prefeitura de Teresina faz o recolhimento dos resíduos de forma completamente gratuita.

“Os síndicos nos procuram, nós enviamos uma equipe até o condomínio, fazemos uma reunião para repassar todas as orientações necessárias e marcamos os dias para o recolhimento do resíduo. Dependendo da demanda do condomínio, esse recolhimento pode ser feito uma vez por semana ou mais vezes, sem custo aos moradores”, esclarece o coordenador.

Praticar a coleta seletiva ajuda a gerar renda para famílias necessitadas que trabalham com reciclagem, reduz os custos com limpeza urbana, diminui a poluição do meio ambiente, aumenta a vida útil do aterro sanitário, evita o entupimento de bueiros e enchentes durante o período chuvoso, melhora a limpeza da cidade e evita o desmatamento.

“O prefeito Dr. Pessoa está muito atento a essa questão e tem nos incentivado a melhorar os números relacionados à coleta seletiva. Estamos desenvolvendo diversas ações para conscientizar a população sobre a importância de separar os resíduos corretamente e vamos começar a fiscalizar condomínios e empresas para que todos cumpram a lei municipal. Essa é uma questão de cidadania”, pontua o secretário da SEMDUH, Edmilson Ferreira.

Drive Thru da Coleta Seletiva

Neste sábado (6), a Prefeitura de Teresina realiza o III Drive da Coleta Seletiva, que será no Parque da Cidadania, das 8h às 12h. Para participar, basta ir até o local levando seu material reciclável limpo, seco e já separado.

As equipes do Drive Thru receberão esses resíduos e, em agradecimento pela participação, farão a entrega de brindes, como produtos feitos com materiais recicláveis e podas de árvores.

Confira alguns dos materiais que podem ser entregues:

•Papel: caixas de papelão (desmontadas), cadernos, livros obsoletos, revistas, jornais, caixas de sapato (desmontadas), rolo de papel toalha ou papel alumínio, envelopes, folhetos, folders, panfletos, etc.

•Plásticos: embalagens de produtos de higiene pessoal (shampoo, sachês, condicionador, sabonete líquido), embalagens de produtos de limpeza doméstica, tampas, PVC, brinquedos, baldes, cadeiras, potes de alimentos (limpos), garrafas PET, etc.

•Metal: latas (alumínio e aço) de bebidas em geral, frascos de desodorante aerossol, desodorizador de ambientes, cobre, panelas sem cabo, canos de metal, objetos de alumínio, etc.

•Vidro: vasilhas de bebida (garrafas inteiras ou quebradas), potes de alimento em geral (limpos). Ao descartar itens quebrados, embale-os com jornal ou coloque-os em garrafas pet ou caixas.

Produtos que não são aceitos na coleta seletiva de Teresina: descartáveis, espelhos, louças, marmitex, lâmpadas, pilhas, frascos de remédio e frascos de perfume.

CMEIs ensinam sobre sustentabilidade com atividades divertidas

As crianças dos Centros Municipais de Educação Infantil de Teresina estão aprendendo sobre meio ambiente e sustentabilidade a partir de atividades divertidas na escola. A temática é parte do plano de ensino e fundamental na formação dos pequenos.

No CMEI Raquel de Queiroz, a turminha participou de uma oficina para fabricação de brinquedos com material reciclado. A matéria prima era garrafa pet, caixas de papelão e outros descartáveis que vão para o lixo todos os dias. Em um momento de aprendizado e diversão, os alunos seguiram as orientações das professoras, utilizaram a imaginação e criaram novos brinquedos.

Já no CMEI Noronha Filho, os alunos do II Período participaram de brincadeiras e um momento de pintura para aprender sobre a coleta seletiva. O CMEI conta com um sistema de separação do lixo e as crianças começam a contribuir com esse processo.

Também teve atividade no CMEI Tia Jane. A turma do Maternal II foi desafiada a produzir sobre a importância da reciclagem para o meio ambiente. A pequena Aylla Sophia contou com ajuda da família para construir um cartaz educativo, onde aponta os perigos do descarte incorreto do lixo. “Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar, eu tirava todo o lixo do fundo do mar”, escreveu a menina.

Entidades internacionais garantem mais de R$ 520 milhões em financiamento para Teresina

Na busca por parceiros que possam trazer investimentos para a cidade, a Prefeitura de Teresina conseguiu encaminhar dois financiamentos com entidades internacionais para realizar diferentes obras na capital piauiense nas áreas de educação e sustentabilidade. O processo de negociação está concluído, restando apenas a assinatura formal dos contratos.

“O maior destes contratos é com com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), no valor de 45 milhões de Euros, o que corresponde aproximadamente a R$ 270 milhões hoje. O dinheiro será investido na implantação do Programa Teresina 2030, que será responsável por executar uma série de ações relacionadas à sustentabilidade, como instalação de fossas ecológicas na zona rural, construção de galerias de drenagem, criação de parques municipais e melhorias em 3 mil unidades habitacionais para famílias de baixa renda, entre outras”, explica o secretário municipal de planejamento, José João Braga.

Outro grande contrato poderá ser firmado com o New Development Bank (Novo Banco de Desenvolvimento), gerido pelos países do grupo BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O valor do financiamento é de 50 milhões de dólares, cerca de R$ 250 milhões na cotação atual, para a construção de oito escolas de tempo integral, além da reforma de Centros Municipais de Educação Infantil e urbanização em torno de escolas e creches para melhorar a mobilidade, acessibilidade e segurança

“Todas estas parcerias foram feitas de forma a garantir investimentos que vão melhorar a qualidade de vida da população teresinense e que não seriam possíveis contando apenas com recursos próprios. São parcerias que nos permitem fazer muito mais”, conclui José João.

SEMPLAN realiza workshop online para discutir projeto de adaptação climática

A equipe da Agenda Teresina 2030, departamento da secretaria municipal de planejamento ligado a projetos de sustentabilidade, realizou na última quarta-feira (09) um workshop online, com profissionais e acadêmicos ligados às áreas urbanísticas e ambientais para discutir um projeto de sustentabilidade para os municípios que compõem a Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (RIDE) da Grande Teresina.

O projeto, que será financiado pelo GEF, fundo global para o meio ambiente, envolve diversas ações visando à adaptação da região às mudanças climáticas, como criação de unidades de conservação, transformar as hortas comunitárias em agroecológicas, criar uma zona de baixa emissão de carbono entre Teresina e Timon, entre outras.

Participaram do workshop arquitetos, engenheiros, biólogos, ambientalistas, estudantes, agricultores e pessoas em geral interessadas em sustentabilidade. O objetivo do evento foi ouvir essas pessoas para melhorar o projeto, fazendo uma construção colaborativa com pessoas que já trabalham ligados a essa área.

“Nós temos uma proposta inicial, com diretrizes e projetos viáveis que possam integrar os municípios dessa região para desenvolver uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas. Nós apresentamos esse plano para os participantes e ouvimos as contribuições deles para aprofundar essa proposta, uma forma de ouvir a população para construirmos esse projeto juntos”, explica Cíntia Bartz, coordenadora da Agenda Teresina 2030.

“Achei o workshop uma iniciativa muito boa para despertar uma discussão que precisa ser feita. Muitas vezes a gestão não tem conhecimento de certas demandas que a sociedade civil tem e isso acaba passando despercebido na elaboração das políticas públicas”, conta o urbanista e pesquisador de planejamento urbano, Mário Pacheco.

Teresina conquista 5º lugar em torneio de sustentabilidade com cidades europeias

A capital piauiense conquistou o quinto lugar no ranking geral do Torneio Cidades Sustentáveis, disputa realizada através do aplicativo MUV (Mobility Urban Values), que incentiva os participantes a utilizarem mais meios de transporte sustentáveis, como caminhada, pedalada, corrida ou transporte público para percursos na cidade. Os usuários da capital piauiense terminaram a competição com 502 mil pontos acumulados.

Teresina foi a única cidade da América Latina a participar do torneio. As cidades participantes do torneio se enfrentaram rodada a rodada através da soma de pontos dos usuários do aplicativo, que eram acumulados à medida que eles utilizam algum dos modais sustentáveis de locomoção. Cada rodada contabilizava um ponto para a cidade vencedora. Entre as participantes, capitais europeias com tradição no uso de meios de transporte sustentável, como Amsterdam, Roma, entre outras.

A boa classificação na disputa deixou os coordenadores do aplicativo MUV satisfeitos. “A nossa participação no torneio superou as expectativas, devido à quantidade de cidades participantes nesta edição, que foram 16. Esperamos que possamos melhorar nossa colocação na próxima edição do torneio e quem sabe conquistar o título de Cidade Sustentável”, comentou Aécio Ibiapina, coordenador do Aplicativo MUV em Teresina.

“A maior parte das cidades brasileiras e de outros países em desenvolvimento é muito favorável ao deslocamento através de veículos privados (o carro de passeio), o que aumenta substancialmente a emissão dos gases do efeito estufa. A estratégia do MUV é incentivar o uso de outros meios de transporte para reduzir essa emissão”, completa Aécio.

 

Incentivo sustentável

O aplicativo MUV foi desenvolvido na Itália para os desafios de sustentabilidade da União Europeia. Ele avalia os valores da mobilidade urbana para levar as pessoas a adotarem padrões de deslocamento menos prejudiciais ao meio ambiente. Estimula práticas como utilizar mais a bicicleta, o transporte público e mais caminhadas. Os usuários também recebem alguns desafios para adotarem as medidas, acumulando pontos, que serão convertidos em prêmios e descontos com os parceiros comerciais.

O aplicativo está disponível para download pelo sistema operacional IOS e Android, na Apple Store e Google Play, respectivamente.

Teresina terá Plano Diretor de Mobilidade Urbana com foco na sustentabilidade

Melhor aproveitamento das vias, redução de emissão de poluentes, de consumo de combustível e a otimização do sistema de transportes e trânsito. Esses são alguns dos enfoques do novo Plano Diretor de Mobilidade Urbana Sustentável (PDMUS), que começa a ser elaborado pela Prefeitura de Teresina.

O assessor técnico da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), Ricardo Freitas, ressalta que o foco do Plano será o conforto na locomoção dos moradores, priorizando a sustentabilidade nas questões ambientais, sociais e econômicas. “Tudo isso com base em um novo modelo previsto pelo Plano de Ordenamento Territorial (PDOT)”, destaca.

Nesse plano irão constar os objetivos, metas e ações a curto, médio e longo prazo para até 20 anos e serão incluídos alguns aspectos relativos às cidades que compõem a grande Teresina. O plano deve ser transformado em Lei aprovado pela Câmara de vereadores.

Freitas explica que terá a participação popular em todas as fases de elaboração do Plano. “Além das pesquisas com a população, serão realizadas audiências públicas para discussão com a comunidade, de forma que todos tenham conhecimento das questões envolvidas e das novas propostas.

A execução do Plano deve ser de um ano, com previsão de conclusão em outubro de 2020. Serão três etapas. A primeira inclui o diagnóstico com a realização de pesquisa domiciliar de origem/destino de tráfego e contagem de veículos. A segunda etapa inclui uma simulação técnica, como exemplo a análise de tráfego em uma área por vários períodos de tempo. A terceira fase é a elaboração do projeto.

O PDMUS vai atualizar o atual Plano Diretor de Transporte e Mobilidade de Teresina, baseando-se nas definições do Plano Diretor de Ordenamento Territorial – PDOT (Lei n° 3.558/2006), que também se encontra em processo de revisão. Participam da elaboração do novo Plano a Strans, Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), SDUs e Semcom.