Projeto da UBS Poty Velho recebe prêmio em Brasília

O projeto Memória Ativa: Idoso Contador de Estória, Lenda e outros Causos ganhou o prêmio de melhor experiência do estado do Piauí na 16ª Mostra Brasil Aqui tem SUS, que acontece no XXXV Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. O evento acontece até hoje (05), no Ulysses Centro de Convenções, em Brasília.

O projeto “Memória Ativa: Idoso Contador de Estória, lenda e Outros Causos” é desenvolvido na Unidade Básica de Saúde Poty Velho com o grupo de idosos local, que é coordenado pela enfermeira Nancy Loiola, em parceria com as profissionais Alexandrina Marinho, Deianna Sobral, Juraci Teixeira, Cecília Lima e Zulmira Barreira. O prêmio será a produção de um documentário para o Projeto Webdoc/Conasems.

“Durante 2017 e 2018 trabalhamos todas as memórias dentro do projeto Memória Ativa, memória visual, olfativa, gustativa e de linguagem. Agora em 2019 escolhemos abordar as lendas. Nós nos encontramos com as idosas e perguntamos como elas ouviram as lendas quando eram mais jovens. Pretendemos no final do nosso projeto lançar um livro dessas lendas contadas pelas moradores do Poti Velho, que é o bairro mais antigo da cidade”, diz a enfermeira.

Ela fala ainda que hoje temos que ter a consciência que, da mesma forma que fazemos atividade física para manter o corpo com saúde, precisamos fazer atividades para manter nossa cérebro vivo. “Com isso, essas senhoras mantêm a memória ativa e de uma certa forma trazemos um resgate da nossa cultura, da nossa história. É um empoderamento dessas idosas. Evitamos a depressão, o isolamento social e sem contar que aumenta o vínculo entre os profissionais e a comunidade, facilitando todo o processo de adesão ao tratamento”.

Outros dois trabalhos da Fundação Municipal de Saúde (FMS) foram classificados para participar do evento. Com o tema “Diálogos no Cotidiano do SUS”, o Congresso do Conasems promove o encontro de mais de 5 mil congressistas – dentre eles, gestores municipais de saúde, trabalhadores do SUS, e de todas as esferas de governo, representantes de instituições ligadas à saúde pública e autoridades. O encontro é um momento de troca de experiências e informações que impactam diretamente no fortalecimento do SUS.

UBS Poty Velho realiza atividade voltada à saúde mental das gestantes

Ascom FMS

A Unidade Básica de Saúde (UBS) Poty Velho, na zona Norte, realiza o grupo ‘A conversa que não se tem no consultório’, voltado à saúde mental das gestantes e puérperas. A atividade acontece uma vez ao mês e é gerenciada pelo Núcleo Apoio à Saúde da Família (NASF).

“Esse grupo surgiu a partir de uma demanda que a médica da família trouxe para nós do NASF. Ela começou a perceber que só as consultas de rotina não estavam sendo suficientes para sanar todas as dúvidas das mães, e muitas delas apareciam com questões emocionais, de conflito. Então começamos a pensar em montar um grupo para que possamos ver o que elas estão pensando, o que elas estão sentindo, e vamos tentar detalhar um pouco mais, tirar um pouco mais dessa ansiedade em relação à gestação, e em relação ao puerpério também”, explica a psicóloga da UBS Poty Velho, Thatiane Vila Nova.

A profissional fala que o grupo foi montado com gestantes e puérperas, para que elas conversem com a Equipe Multidisciplinar da UBS. “Para que essa conversa vá além do consultório médico, é necessário que nesse grupo estejam presentes psicóloga, fisioterapeuta, nutricionista, para que possam colocar todas essas dúvidas, esses medos. Já que no consultório o tempo é curto, e a quantidade de pessoas que precisam ser atendidas são muitas, a gente faz esse grupo para que elas possam conversar de uma forma dinâmica, divertida, lúdica, e não aquela coisa pesada de palestra, de ficar só escutando, de uma forma passiva”.

Na UBS Poty Velho, nessa parceria com o NASF e a Equipe Saúde da Família, procura-se trabalhar de forma que os profissionais consigam captar o máximo de usuárias possíveis da comunidade. “Os grupos são sempre cheios por isso, porque elas sabem que não vão só escutar o profissional falando, sabem que vão ter um espaço para colocar de forma segura todos os medos, todas as inseguranças. Se existe uma coisa mais séria como uma depressão pós-parto, por exemplo, lá elas conseguem colocar e a gente faz até a visita domiciliar para falar especificamente com aquela paciente. Então dentro desses grupos a gente consegue captar muita coisa que dentro do consultório às vezes a gente não conseguiria, e podemos fazer um trabalho mais qualificado, reduzindo uma demanda que talvez iria evoluir de uma forma bem ruim”, enfatiza Thatiane.